Dropshipping é, hoje, a forma mais acessível de entrar no mundo do eCommerce. Ele não exige tanto capital quanto outros modelos de negócio, o que faz dele uma opção bem atraente pra muita gente que quer empreender.
Se você está pronto pra aprender dropshipping e começar seu próprio negócio digital, então parabéns! A ajuda que você precisa está bem aqui, na sua frente.
A gente vai te guiar por tudo o que você precisa saber do básico até dicas práticas, instruções passo a passo de como montar sua loja e muito mais.
Capítulo 1: O que é Dropshipping? Como funciona?
Qualquer ideia de negócio pode parecer intimidadora no começo. E, na real, isso tem um lado bom: evita que você entre em qualquer oportunidade sem pensar direito e sem se preparar.
Dropshipping é fácil e difícil ao mesmo tempo. Fica fácil quando você tem um guia confiável pra seguir. Por outro lado, vai ser difícil e praticamente impossível ter sucesso se você sair acreditando em tudo o que vê na internet, sem fazer uma pesquisa decente e sem ter cuidado.
Qual é a verdade sobre dropshipping? A gente vai falar disso e de muito mais neste capítulo.
O que é Dropshipping?
Dropshipping é um modelo de venda (com fulfillment) em que o lojista não precisa manusear os produtos fisicamente. O lojista compra o item que o cliente pediu diretamente de um fornecedor, e o fornecedor envia o produto direto pro cliente.
Na prática, o dono da loja de dropshipping atua como um intermediário entre o cliente e o fornecedor.

Imagina o seguinte: digamos que você quer abrir uma loja física (brick-and-mortar) ou uma loja tradicional de eCommerce vendendo roupas femininas. Você teria que comprar estoque de um fornecedor, ter espaço pra guardar esses produtos e cuidar ou contratar pessoas pra cuidar de cada etapa de venda da sua loja.
Além disso, você teria que alugar um ponto e pagar os custos da loja física. Tudo isso, com certeza, ia te custar uma grana alta só pra começar. E ainda tem o risco do seu lucro ir pro ralo se você ficar com estoque encalhado parado.
O dropshipping elimina esses custos e riscos pesados. Você corta a necessidade de espaço pra estoque e de uma loja física, porque você não precisa manter inventário. Também não precisa se responsabilizar pelo envio, já que essa parte fica por conta do fornecedor. E, por fim, você não precisa se preocupar com produto encalhado, porque você não fica segurando estoque!
Isso significa que você não precisa de muito dinheiro pra começar e nem pra manter o negócio rodando quando compara com um modelo tradicional.
Como funciona o Dropshipping?

Nesse modelo, o dropshipper é o varejista (quem vende), enquanto os outros participantes completam o resto da cadeia de suprimentos. O fornecedor pode ou não ser o fabricante do produto, então é possível que alguns negócios tenham mais gente envolvida nesse modelo.
Vamos falar dos pilares principais que formam um negócio de dropshipping: o fabricante, o fornecedor ou atacadista, e o varejista.
1. O fabricante
O fabricante produz o produto. Depois que os produtos ficam prontos, eles são vendidos em grande quantidade (no atacado) para um fornecedor ou atacadista.
Em alguns casos, os fabricantes também vendem direto para o consumidor final.
2. O fornecedor ou atacadista
O fornecedor compra uma quantidade grande de produtos do fabricante e faz a ponte com os varejistas pra vender as mercadorias. A margem de lucro (markup) começa a partir do fornecedor, na venda pro varejista.
Por exemplo: o fornecedor pode colocar uma margem de 30% em cima do preço do fabricante, e o varejista pode adicionar mais 30% quando publicar os produtos no site. Esse preço final com as margens é o que a gente normalmente chama de preço de varejo.
3. O varejista
Na cadeia do dropshipping, o varejista é o dropshipper. O papel do varejista é atrair um fluxo constante de clientes pra loja online usando estratégias de marketing, repassar os pedidos do cliente pro fornecedor e responder dúvidas/solicitações de atendimento ao cliente.
Também é papel do varejista garantir que o negócio esteja em conformidade com as exigências legais de dropshipping do próprio país (e/ou dos países onde ele pretende vender).
Vantagens do Dropshipping
Vários fatores fazem do dropshipping uma opção atraente pra empreendedores principalmente pra quem quer ter um negócio de sucesso e conseguir tocar de qualquer lugar do mundo. Abaixo estão algumas das principais vantagens desse modelo:

1. Menos barreiras pra começar
O dropshipping elimina o maior obstáculo de um negócio tradicional: o alto custo pra começar.
Criar um produto do zero costuma exigir muito tempo e dinheiro mas no dropshipping você não carrega esse peso. Você nem precisa comprar estoque do produto até que um pedido seja feito.
Seu capital não vai pra desenvolvimento de produto e nem fica preso em estoque parado. E como você não precisa manter mercadoria em mãos, também não precisa alugar um galpão/depósito pra guardar seus itens.
Mas isso não significa que dropshipping seja um “esquema de ficar rico rápido”. Todo negócio ainda é um investimento, e você vai precisar colocar seus recursos (tempo, dinheiro e esforço) pra garantir que a sua loja tenha um bom desempenho.
2. Fácil de gerenciar
Não precisar lidar com produto físico tira um peso enorme das suas costas. Quando você escolhe fazer dropshipping, você não precisa se preocupar com:
- Fazer pedidos e acompanhar o estoque
- Alugar e gerenciar um depósito ou uma loja física
- Embalar e enviar pedidos
- Lidar com devoluções
3. Localização flexível
A maior parte do seu trabalho como dropshipper fica em pesquisa e testes de produtos, marketing e atendimento ao cliente. Tudo isso é feito online — ou seja, você pode tocar seu negócio de dropshipping de qualquer lugar, desde que tenha um notebook e conexão com a internet.
De várias formas, o dropshipping combina com as necessidades e tecnologias de hoje. Você pode usar automação pra manter as coisas rodando mesmo quando você estiver tirando um dia de descanso ou viajando por um tempo. Também dá pra automatizar tarefas repetitivas, deixando a operação mais enxuta e econômica.
4. Uma grande variedade de produtos pra vender
Como no dropshipping você não precisa comprar produtos antecipadamente, dá pra adicionar itens novos com facilidade e aumentar seu catálogo. Ponto extra se você organizar sua loja online de um jeito que os produtos fiquem bem separadinhos por categorias.
Categorizar melhora a experiência de compra e pode gerar feedbacks positivos depois. Além disso, com uma boa variedade de produtos, é bem provável que você vire uma “loja completa” (one-stop shop) pro seu nicho.
Imagina que sua loja vende itens de decoração. Você pode colocar vários produtos desde vasos de diferentes formatos e tamanhos até quadros com cores e estilos variados.
As possibilidades são enormes com a sua seleção de produtos e você consegue fazer isso sem gastar um centavo do bolso!
5. Fácil de escalar
Conforme seu negócio online cresce, você vai precisar aumentar seu orçamento e seus esforços de marketing. E basicamente é isso! Não tem necessidade de mudanças drásticas, porque você não mexe na parte de fornecimento/estoque.
Uma das coisas mais legais do dropshipping é que não precisa de uma grana enorme pra escalar. Isso significa que você pode crescer de forma constante, desde que a sua loja continue dando lucro.
Desvantagens do Dropshipping
Não existe modelo de negócio perfeito. Assim como o dropshipping tem várias vantagens, ele também tem seus pontos negativos, incluindo:

1. Margens de lucro mais apertadas
Você deve esperar margens menores, principalmente no começo ou se você estiver em um nicho bem competitivo. Como o dropshipping não exige um capital muito alto, muita gente consegue entrar nesse mercado — e virar seu concorrente.
E, em alguns casos, oferecer um preço mais baixo é justamente o que faz o cliente escolher você em vez de outros.
As pessoas tendem a ir pra loja online que tem preço menor, mesmo que o site tenha uma experiência ruim e um atendimento fraco. Então, de tempos em tempos, você precisa olhar as páginas dos seus concorrentes pra ver preços e promoções — e também pra identificar brechas que você pode resolver na sua própria loja.
Se você está começando, mas quer margens melhores e mais espaço pra crescer, o ideal é escolher um nicho que não esteja tão saturado de concorrência.
2. Pouco ou nenhum controle sobre a cadeia de suprimentos
O dropshipping te obriga a depender bastante dos seus fornecedores pra manter o negócio funcionando. Embora esse modelo tire um monte de trabalho das suas costas, ele também impede que você tenha 100% de certeza de que o “lado do fornecimento” vai estar sempre eficiente.
Além disso, você não consegue fazer um controle de qualidade rígido dos produtos. Se os itens que você escolheu forem abaixo do esperado, é bem provável que você receba avaliações negativas e notas baixas (do produto ou do vendedor).
Pra reduzir problemas, você e seus fornecedores podem firmar um contrato de dropshipping que deixe bem claros os direitos e responsabilidades de cada parte. Isso também protege os dois lados, define expectativas e dá base pra medidas legais se alguém não cumprir o combinado.
3. Marca limitada (branding)
Mesmo que você personalize o site e as redes sociais com a identidade da sua marca, você quase não tem controle sobre a marca no produto em si — e nem na embalagem. Pra algumas pessoas isso não pesa tanto, mas é uma oportunidade a menos de construir reconhecimento de marca.
Por causa das limitações do dropshipping, algumas possibilidades de marca não ficam tão acessíveis. Ainda assim, você pode caprichar na identidade visual e comunicação dos seus ativos digitais (site, páginas de produto e posts). E, mais pra frente, quando o negócio ganhar tração, dá pra explorar outras opções, como marca branca ou marca própria.
4. Alta concorrência
Muita gente entra no dropshipping porque ele exige pouco capital. Isso deixa o mercado bem competitivo, então é essencial você fazer bem feito.
Mesmo com a concorrência, dá pra ter lucro. As pessoas compram de uma loja com preço justo, bom atendimento e produto de qualidade. Então, garanta que a sua loja entregue esses três pontos.
5. As reclamações vão cair em cima de você
Como dropshipper, atendimento ao cliente vai ser uma das suas principais responsabilidades. Se o cliente receber um item errado ou danificado, mesmo que tenha sido erro do fornecedor, quem vai lidar com a frustração do cliente é você.
Até fornecedor confiável erra às vezes. E quando isso acontecer, você vai precisar resolver da melhor forma possível.
Pra não perder clientes e manter a reputação da loja, siga estas regras de ouro do atendimento:
Responda o mais rápido possível. Quanto mais demora, mais o cliente se irrita — e maior a chance de avaliação negativa.
Seja empático. Não fique na defensiva. Assuma a responsabilidade e mostre que você entende a frustração.
Dê uma solução e cumpra o que prometeu. Só não prometa além do que dá pra cumprir. Mantenha tudo o mais simples e tranquilo possível pro cliente.
Quanto custa para começar no dropshipping?
Existem pelo menos cinco coisas em que você vai precisar investir pra começar no dropshipping. Entre elas:
1. Plataforma de loja online
Pra começar, você precisa montar uma loja online. A Shopify é uma plataforma de eCommerce confiável pra iniciar. Você pode entrar no teste grátis pra testar e rodar o site sem pagar. Depois, antes ou depois do teste acabar, você pode assinar o Basic Shopify — o plano mais barato — pra dar início ao seu dropshipping na Shopify.
Se você quiser recursos que não estão no plano básico, você pode escolher planos mais caros, que oferecem, por exemplo, relatórios e análises mais detalhadas pra te ajudar a tomar decisões com base em dados. Você vai ver mais sobre a Shopify no Capítulo 5.
2. Domínio
Depois que você assina um plano pago da Shopify, você vai precisar de um domínio pra sua loja — e dá pra comprar isso direto na Shopify. Ou você pode comparar preços com outros provedores, como Namecheap ou GoDaddy, pra garantir que não está pagando caro demais.
Domínios terminados em “.com” geralmente passam mais profissionalismo, mas costumam ser mais caros do que outras opções.
Além disso, você pode comprar um e-mail profissional com o seu domínio e vincular à loja. Um e-mail empresarial ajuda a aumentar a credibilidade, principalmente quando a loja ainda está começando.
3. Complementos (apps/recursos extras)
A Shopify tem recursos extras que você pode instalar no site pra aumentar o ticket médio da sua loja. Normalmente são apps ou plugins que deixam a experiência de compra mais prática — o que aumenta a chance do cliente voltar a comprar.
Existem muitos apps de eCommerce e da Shopify pra explorar. Aqui vão alguns pra você começar:
BEST Currency Converter
Converte os preços da loja pra moeda local do cliente
Grátis para cinco moedas
US$ 9,95/mês para 160+ moedas
Fomo Social Proof
Mostra notificações de compras recentes e avaliações pros visitantes verem
US$ 19/mês
LimeSpot – Upsell & Cross-Sell Recommendations
Dá sugestões personalizadas, destacando produtos “frequentemente comprados juntos”, incentivando venda complementar e venda de upgrade
Grátis para instalar e com preços por níveis, de acordo com a receita mensal da loja
4. Teste de produtos
Depois de pesquisar produtos, o próximo passo é buscar fornecedores no AliExpress, Amazon ou outras opções. O ideal é pedir os produtos que você pretende vender, pra entender como é o processo de separação, embalagem e envio dos pedidos do fornecedor e conferir a qualidade.
Comprar de um fornecedor também te ajuda a responder perguntas como: o frete demora demais? mandaram o produto certo? veio bem embalado? a qualidade é boa?
Os preços variam por nicho, mas pra começar você pode separar cerca de US$ 100 pra testes de produto, incluindo o frete.
5. Marketing
Agora que a sua loja está no ar, é hora de fazer as pessoas saberem que você já está pronto pra atender. O jeito mais rápido e fácil de fazer isso é rodando anúncios em mecanismos de busca e em canais populares de redes sociais, como Facebook e Instagram.
Mas, por enquanto, vamos focar nos custos de anúncio da plataforma mais usada por dropshippers: o Facebook.
Os custos de marketing variam de acordo com o nicho e o país. Além disso, o valor sobe conforme você segmenta públicos mais específicos por faixa etária e interesses.
Só pra facilitar a explicação, vamos dizer que você quer alcançar 30.000 pessoas e conseguir pelo menos 300 cliques e visitas na loja. Em 2020, o custo médio por mil impressões (CPM) nos Estados Unidos fica em torno de US$ 8–US$ 10. Dá pra calcular o custo inicial do anúncio assim:
(30,000 / 1,000) *10 = $300
Agora que já temos uma estimativa pra cada um dos itens que listamos, dá pra calcular o custo estimado pra começar um negócio de dropshipping.
Dropshipping dá lucro?
Sim, dá lucro. O mercado de eCommerce só cresce, o que mostra que as vendas devem continuar aumentando nos próximos anos. Inclusive, segundo a Statista, a receita do varejo online (e-retail) tem projeção de chegar a 6,54 trilhões de dólares (US$) em 2022.
Mas mesmo com essa previsão, tenha em mente que dropshipping não é esse “esquema de ficar rico rápido” que algumas pessoas vendem por aí. Antes de ter lucros de verdade, você precisa ter bom senso pra escolher fornecedores e produtos, além de uma estratégia de marketing forte que traga clientes pra sua loja. Isso exige trabalho e uma sequência de testes e ajustes (tentativa e erro).
Só que, se você aprender com os erros e buscar melhorar a cada vez, você com certeza tem tudo pra chegar longe em qualquer negócio que você resolver tocar.
Vale a pena tentar dropshipping?
Sim! Dropshipping é um modelo de negócio lucrativo que pode gerar bons ganhos — desde que você persista mesmo quando der errado e desenvolva uma estratégia que funcione pra você. Não existe atalho secreto: você vai ter que trabalhar com inteligência e dominar o seu funil de vendas.
Se você topa o desafio, dá sim pra começar uma loja de dropshipping enquanto aprende mais com este guia.
Capítulo 2: Como eu começo um negócio de dropshipping?
Por mais empolgante que dropshipping pareça, não é algo que dá pra simplesmente sair fazendo sem preparo. Pra aumentar suas chances de dar certo, você precisa se organizar, seguir alguns passos importantes e ter disposição pra aprender como o negócio funciona por dentro.
Neste capítulo, a gente vai falar do que é essencial fazer pra começar um negócio de dropshipping. Também vamos abordar conceitos importantes de um negócio de eCommerce, os prós e contras, e como você pode usar pesquisa pra embasar suas decisões.
Como começar um negócio de dropshipping
Por causa da popularidade do modelo de dropshipping, hoje existem várias formas de entrar nesse mercado.
Algumas empresas oferecem dropshipping por assinatura e lojas prontas. Mas se você quer um negócio que dá pra montar e escalar do zero (e, no processo, virar um expert em dropshipping), então este guia vai te mostrar os cinco passos que você precisa pra começar.

Um gateway de pagamento é uma tecnologia de terceiros que permite que uma loja aceite pagamentos por cartão de débito, cartão de crédito ou carteiras digitais.
Prós da abordagem geral
Fácil de implementar
Dá mais flexibilidade pra testar e vender produtos
Sua loja pode virar um “tudo em um”, atendendo desejos e necessidades diferentes
Contras da abordagem geral
Pode ficar com cara de bagunçado por causa de categorias demais
Menos chances de ser a primeira escolha do cliente quando ele busca produtos bem específicos de um nicho (por exemplo: skincare, itens para pets)
Enquanto isso, a abordagem de nicho foca em uma única categoria de produto. Ela te permite construir uma marca voltada pra um conjunto específico de necessidades e também tira a pressão de ter que encher sua loja com muitos produtos logo de cara.
A Rainforest Bowls é um bom exemplo de loja de nicho. Ela foca apenas em produtos de madeira para cozinha e jardim, e a identidade da marca deixa claro que não é um lugar de “produtos aleatórios” à venda.

Prós da abordagem de nicho
- Mais fácil de criar uma marca (branding)
- Permite construir autoridade em um nicho específico
Contras da abordagem de nicho
-
- Variedade de produtos mais limitada
- Risco de depender de poucos produtos “campeões”
Tanto a abordagem geral quanto a de nicho podem funcionar. Porém, pra iniciantes, geralmente é mais fácil começar com uma loja geral e depois explorar nichos de dropshipping com o tempo.
Como já foi dito, lojas gerais te dão mais flexibilidade pra escolher produtos. E quanto mais produtos você testa, maiores as chances de encontrar itens vencedores!
b. Defina seu mercado-alvo e seu público-alvo
Depois de decidir entre uma loja geral ou de nicho, é hora de definir seu mercado-alvo e seu público-alvo. “Qual é a diferença entre mercado-alvo e público-alvo?”, você pode estar se perguntando.
Simplificando: seu mercado-alvo são os clientes ideais da sua loja. Já seu público-alvo é o alvo dos seus anúncios ou campanhas — e ele pode ou não ser o usuário final dos seus produtos. Você pode ler este guia sobre como definir mercado-alvo e público-alvo pra entender melhor esses dois conceitos.
Saber quem é seu mercado-alvo e ter pelo menos algumas ideias de quem será seu público-alvo no futuro ajuda muito na hora de pesquisar produtos pra sua loja. Além disso, esses pontos precisam ser considerados antes de decidir coisas como a identidade da sua marca, a linguagem da loja e os canais de venda e divulgação, entre outros.
c. Pesquise produtos viáveis e concorrentes
Esse é um dos passos mais importantes pra montar um negócio de eCommerce. Você já sabe pra quem quer vender. Agora, você precisa descobrir quais produtos podem gerar valor pra essas pessoas com base nos problemas, necessidades ou desejos delas.
Além de identificar produtos viáveis, você também precisa pesquisar seus concorrentes — lojas que vendem os mesmos produtos ou que estão no mesmo nicho.
Você vai aprender mais sobre pesquisa de produtos e pesquisa de concorrentes mais adiante. Mas lembre: fazer essas duas coisas de forma contínua é crucial pra um negócio de dropshipping.
Afinal, tendências passam e os problemas das pessoas mudam. Por isso, você precisa estar sempre atualizado sobre novos produtos que pode vender e sobre o que outros vendedores estão fazendo pra atrair e manter clientes.
d. Escolha um canal de vendas
Um canal de vendas é, basicamente, onde você vai vender seus produtos. Pode ser uma loja na Shopify, uma conta de vendedor na Amazon, no eBay ou em outros marketplaces.
Cada canal de vendas tem seus próprios requisitos, políticas e taxas. Além disso, a sua escolha de canal vai definir quais recursos sua loja vai ter, como você pode personalizar páginas, ajustar configurações e acessar relatórios e métricas pra acompanhar e otimizar resultados.
Você vai aprender mais sobre canais de venda no Capítulo 4.
e. Garanta seu capital inicial
A necessidade de pouco capital é uma das características mais atraentes do dropshipping. Como você não precisa pagar por produtos antecipadamente, seu capital vai servir pra cobrir a estrutura da loja (domínio, assinatura da Shopify, aplicativos opcionais), as primeiras campanhas de divulgação e outros custos operacionais até a loja começar a dar lucro.
Se você quiser garantir ainda mais a qualidade do que vende, também pode separar um orçamento pra pedir amostras de produtos — de preferência, não passando de US$ 100, já incluindo o frete.
Alguns dropshippers começam com empréstimos e outras estruturas financeiras mais arriscadas. Você até pode fazer isso também, mas pense bem em todas as consequências antes de entrar em qualquer coisa que gere dívidas e obrigações financeiras.
2. Deixe seu negócio em dia legalmente
Antes de tudo: nem todo canal de venda exige que o dropshipper tenha um negócio registrado. Mesmo assim, ter um CNPJ/licença pode trazer várias vantagens. Aqui vão algumas:
Reconhecimento como entidade legal
- Proteção contra responsabilidades legais
- Passar uma boa impressão pra fornecedores, clientes e investidores
- Acesso a incentivos privados e programas governamentais de apoio a empreendedores
- Liberdade pra divulgar seu negócio em mais lugares
Dependendo do seu capital inicial e da plataforma que você escolher pra vender, você pode começar seu dropshipping com ou sem registro/licença. Afinal, dá pra correr atrás da parte legal depois, enquanto a loja já está funcionando.
Além disso, lembre que diferentes tipos de estrutura jurídica de empresa oferecem benefícios diferentes. Você também vai precisar de orientação jurídica se decidir começar o negócio com uma combinação de dívida e capital próprio (também conhecida como estrutura financeira). Vamos falar mais sobre isso abaixo:
a. Avalie os prós e contras de diferentes estruturas de empresa
A estrutura que você escolher vai definir as taxas de registro e a papelada que você vai precisar. Ela também afeta seus impostos, sua proteção contra responsabilidades legais e a flexibilidade do seu negócio em termos de captação de recursos, expansão e incentivos fiscais, entre outras coisas.
No geral, quanto mais simples a estrutura, mais fácil e mais barato costuma ser o processo de registro. Aqui vai uma visão geral dos quatro principais tipos de estrutura:
- Empresário individual (Sole Proprietorship)
- A estrutura mais simples e mais acessível para um negócio
- Dá ao dono/proprietário controle total sobre as operações
- Não oferece proteção contra responsabilidades legais
- Não é tão atraente para bancos e investidores
- Sociedade (Partnership)
- Existe em duas formas: sociedade geral (ambos os sócios respondem por dívidas e obrigações) e sociedade limitada (inclui sócios responsáveis e investidores sem responsabilidade)
- Pode ser atraente para alguns investidores
- Mais cara do que empresário individual
- Vulnerável a ser desfeita quando um sócio sai ou falece
- Corporação (Corporation)
- Tem duas formas: C Corporation e S Corporation
- Define o negócio como uma entidade legal separada
- Protege fortemente os donos contra responsabilidades pessoais
- Exige controle rigoroso de registros e conformidade com várias regras
- Pode impor dupla tributação (tanto a empresa quanto cada acionista é tributado em uma S Corporation)
- Pode limitar o número de proprietários permitidos a 100 pessoas (S Corporation)
- Empresa de Responsabilidade Limitada (LLC)
- Define o negócio como uma entidade legal separada
- Oferece proteção limitada contra responsabilidades legais
- Sem dupla tributação
- Sem restrições de quantos donos/sócios podem entrar
- Vida limitada; pode ser dissolvida quando um co-proprietário sai ou quando um novo co-proprietário entra (depende do local)
b. Decida sua estrutura financeira
Embora a maioria dos dropshippers iniciantes financie o negócio totalmente com suas economias pessoais, você também pode considerar usar uma combinação de dívida e capital próprio. Em geral, não recomendamos isso para iniciantes (vamos falar mais sobre isso e sobre o valor de começar com recursos próprios mais adiante), mas vamos comentar mesmo assim pra te dar mais opções de financiamento.
Além disso, antes de entrar nos detalhes técnicos, lembre que existe uma forma de baixo risco de pegar dinheiro emprestado: pedir ajuda a um amigo ou familiar.
Agora, voltando ao que é uma estrutura financeira: basicamente, é uma mistura de dívida (de curto ou longo prazo) e capital próprio (ou participação/ações) usada pra financiar as operações do negócio e outros ativos. Essa forma de financiamento pode ser ideal para sociedades limitadas, corporações e LLCs. Porém, é recomendável ter um gestor financeiro ao fazer isso, pra evitar problemas.
3. Encontre seus primeiros produtos e fornecedores
Agora é hora de pesquisar produtos pra vender e fornecedores confiáveis que vão fornecê-los. Pesquisar é um dos pré-requisitos mais importantes do dropshipping, então reserve tempo e energia pra fazer isso direito.
Aqui vão algumas dicas pra encontrar seus primeiros produtos e fornecedores ideais:
a. Aproveite ao máximo as oportunidades em marketplaces confiáveis
Existem vários marketplaces de eCommerce feitos especificamente pra varejistas e revendedores. Alguns exemplos são Alibaba, AliExpress e Dropshipper.com.
E, por causa da popularidade do dropshipping, muitos fabricantes e fornecedores estão mais do que dispostos a enviar seus produtos para diferentes partes do mundo.
Pra encontrar seus primeiros produtos, você pode focar em um ou dois marketplaces primeiro — Alibaba e AliExpress são os mais “queridinhos”. Depois, digite uma palavra-chave baseada no seu primeiro brainstorming.
Por exemplo, você pode digitar “produtos para bebê” e analisar os resultados. Preste atenção nas avaliações do produto e do vendedor e na quantidade de itens vendidos. Clique nos produtos que chamarem sua atenção e depois leia as avaliações dos clientes pra ver se eles ficaram satisfeitos com os itens.
Usando marketplaces confiáveis, você nunca vai ficar sem opções. Pra não se sentir sobrecarregado, você pode começar com três a cinco itens, pra sua loja não ficar com cara de vazia.
Mais adiante, no Capítulo 3, você vai conhecer vários outros marketplaces que dá pra explorar — e como encontrar fornecedores ideais dentro dessas plataformas.
b. Defina critérios para avaliar fornecedores
Fornecedores são peças-chave no modelo de dropshipping. Por isso, você precisa garantir que eles ofereçam produtos de alta qualidade, sejam confiáveis e consigam lidar com problemas comuns do dropshipping, como: entregas que falham, envio do item errado, devoluções e reembolsos.
Faça a sua própria lista das características que você quer que seus fornecedores tenham. Sim, trabalhar com qualquer fornecedor que você encontrar pode te fazer começar mais rápido. Mas, no longo prazo, não avaliar os fornecedores antes de fechar parceria com certeza vai dar ruim. Isso pode aparecer como problemas de separação/embalagem/envio e entrega, produtos com defeito ou abaixo do esperado, e feedbacks negativos dos clientes.
Então não pule essa etapa. Uma lista simples de critérios pode te poupar de muita dor de cabeça e estresse lá na frente.
c. Preste atenção em anúncios com alto engajamento nas redes sociais
Uma das características de empreendedores é que eles são rápidos pra enxergar oportunidades. E algumas das oportunidades mais fáceis de achar muitas vezes estão bem na nossa frente — até mesmo nos anúncios que a gente vê.
Quando você vê um anúncio com muitas reações e comentários positivos nas redes sociais, isso mostra que o produto daquele anúncio tem alto potencial de venda. E se ainda não tiver muitos vendedores oferecendo esse produto, pode ser uma boa ideia pesquisar e testar esse item.
Olhar anúncios pra ter ideias de produto pode ser muito útil pra dropshippers, principalmente pra quem tem uma loja geral.
d. Faça testes de produto
Um erro comum de quem está começando é já partir direto pra campanhas grandes e mudanças no site sem testar os produtos antes. E se o produto não vender, a pessoa acaba jogando dinheiro fora — e ainda vai ter que mexer nas páginas de novo.
Sempre teste os produtos primeiro. Não precisa ser complicado, e pode te economizar muito esforço e dinheiro. Um jeito rápido de fazer isso é usando anúncios no Facebook. Se você tiver orçamento, também é recomendado fazer teste A/B: crie dois (ou mais) conjuntos de anúncios bem parecidos, mudando só um detalhe. Esse detalhe pode ser o público-alvo, uma linha do texto (copy), o criativo (imagem/vídeo) ou o posicionamento do anúncio.
Depois, rode os anúncios por alguns dias e observe quantas impressões e conversões eles geram. Se pouquíssimas pessoas avançarem pra compra, talvez o produto não valha mais esforço.
No teste A/B, garanta que os anúncios sejam diferentes apenas em um elemento. Assim, depois você consegue concluir qual anúncio performou melhor e exatamente qual detalhe fez a diferença.

Seja persistente com os testes de produto. Quanto mais você testa, mais rápido você encontra o produto vencedor que vai compensar todo o seu esforço. E quando você finalmente encontrar esse produto, o próximo passo é escalar: vender mais dele e continuar buscando os seus próximos produtos vencedores.
4. Aprenda com seus concorrentes
Você sabia que seus concorrentes podem ser uma das suas melhores fontes de ideias, táticas, estratégias e até contatos/indicações de fornecedores?
Faça uma lista dos seus concorrentes, principalmente os mais consolidados. Normalmente você encontra eles usando mecanismos de busca e redes sociais. Veja o que eles estão fazendo, o que funcionou e o que não funcionou.
Se eles tiverem uma página no Facebook, você pode conferir a Página de Transparência pra entender melhor quem são e ver se estão rodando anúncios no momento. A Página de Transparência também costuma ter um link pra Biblioteca de Anúncios do Facebook, onde você consegue ver anúncios ativos e analisar tanto os de baixo quanto os de alto engajamento.
Além disso, concorrentes do dropshipping também podem te levar a possíveis fornecedores. Você só precisa comprar com eles, conferir o endereço de remetente na embalagem, pesquisar esse endereço pra achar informações de contato e, então, iniciar uma conversa.
Não tenha medo de concorrentes — eles fazem parte do jogo e não dá pra “tirar” isso do mercado. Em vez disso, aproveite ao máximo o que dá pra aprender com eles, pra começar seu negócio com o pé direito.
5. Construa e divulgue sua loja e seus produtos
Dependendo do canal de venda que você escolher, montar sua loja de dropshipping pode ser bem rápido ou pode exigir que você veja alguns tutoriais. Mas quando a sua loja estiver pronta e tiver pelo menos alguns produtos pra vender, é hora de divulgar a sua oferta.
Duas coisas que podem te colocar no caminho certo são: criar um plano de aquisição de clientes e definir quais métricas você vai acompanhar pra avaliar seus esforços. Vamos falar mais sobre isso nas seções abaixo.
a. Crie um plano de aquisição de clientes
Aquisição de clientes é, basicamente, como você vai trazer novos clientes pro seu negócio. Isso passa pelo funil de vendas inteiro, desde a etapa de reconhecimento (topo) até a conversão (compra). Por isso, dá pra aplicar de formas diferentes em cada fase do funil.
Na hora de montar um plano de aquisição, existem dois elementos principais que você precisa considerar: seus clientes ideais e os canais de aquisição que você vai usar pra alcançar essas pessoas.
-
- Clientes ideais – Volte no mercado-alvo e no público-alvo que você já definiu. Aprofunde sua pesquisa de mercado e use o que você descobrir pra escolher canais de aquisição viáveis. Também é recomendável considerar dados demográficos e psicográficos do seu cliente ideal.
Conhecer bem seus clientes ideais vai te ajudar a criar conteúdos e criativos (imagens/vídeos/anúncios) mais persuasivos — então mantenha isso sempre em mente enquanto você constrói sua loja.
-
- Canais ideais de aquisição – Em outras palavras, são as plataformas/canais de tráfego por onde você consegue conquistar clientes. Alguns você até identifica “no feeling”, mas o ideal é decidir com base nas características do seu mercado-alvo e do seu público-alvo.
Alguns canais comuns são: redes sociais, parcerias com influenciadores, marketing de conteúdo, e-mail marketing, marketing mobile, otimização para mecanismos de busca (SEO), assessoria/comunicados de imprensa e webinars. Pra dropshippers iniciantes, anúncios pagos em redes sociais costumam ser o caminho mais fácil.
b. Defina quais dados e métricas acompanhar
A quantidade de dados que você consegue gerar na loja depende muito do canal de venda que você escolheu. Mas, independentemente de você ter mais ou menos dados, o que importa mesmo é como você usa essas informações pra tomar decisões melhores.
Além disso, quando você roda anúncios pagos no Facebook ou faz publicidade de pagamento por clique (PPC), faça questão de avaliar o desempenho dos anúncios com métricas bem definidas. Assim, você entende se o gasto com anúncios valeu a pena e onde dá pra melhorar.
O valor do bootstrapping (crescer com recursos próprios)
Você ficou meio intimidado com alguns termos e exigências que a gente mencionou até aqui? Relaxa: você não precisa ser especialista pra começar no dropshipping. E é aí que entra o bootstrapping.
Bootstrapping, como o Neil Patel define, é “crescer o seu negócio com pouco ou nenhum capital de risco ou investimento”. Mas não é só sobre dinheiro — também pode incluir outros recursos, como seu conhecimento atual, suas habilidades e recursos materiais.
Robert Lahm e Harold Little, pesquisadores que estudaram e escreveram sobre negócios iniciantes, escreveram estas linhas sobre a abordagem de bootstrapping:

Existem muitas empresas que chegaram ao sucesso no bootstrapping (crescendo com recursos próprios). Se você precisa de uma dose de inspiração, vale a pena ler as histórias dessas empresas!
No dropshipping, o bootstrapping vai te colocar em contato com o “dia a dia raiz” do negócio, com todos os detalhes. Você vai aprender sobre pesquisa, marketing, design, orçamento, contabilidade e várias outras coisas. Claro que, com o tempo, você provavelmente vai terceirizar algumas tarefas — mas entender como tudo funciona te ajuda a crescer o negócio de um jeito muito mais eficiente. E, se a sua primeira tentativa não der certo, você ainda vai ficar com o conhecimento e as habilidades pra recomeçar.
Falando de dinheiro, optar por bootstrapping (em vez de contrair dívidas) te poupa dos riscos de juros acumulados, problemas ligados a dívidas e até falência. Se você não quer esse tipo de peso nas costas, o bootstrapping é a melhor forma de começar seu negócio.
Capítulo 3: Como escolher os melhores fornecedores de dropshipping
Agora que você decidiu começar seu negócio, o próximo passo é encontrar fornecedores de dropshipping e selecionar a dedo aqueles que realmente combinam com seus objetivos.
Tome cuidado pra não buscar produtos com qualquer fornecedor que aparecer. Nas próximas seções, a gente vai falar por que escolher fornecedores com atenção vale o esforço, como encontrar fornecedores e como separar os bons dos ruins.
A importância de escolher os fornecedores certos
Você já sabe que, como dropshipper, seus fornecedores vão cuidar de boa parte da operação do seu negócio. E só isso já é motivo suficiente pra você ter cuidado redobrado na hora de escolher com quem vai trabalhar.
Ter os fornecedores certos impacta seu negócio de várias formas. Entre outras coisas, isso ajuda você a garantir:
1. Boa qualidade de produto
Mesmo que o dropshipping não te dê controle sobre o processo de fabricação, ainda dá pra encontrar produtos de alta qualidade testando diferentes fornecedores e construindo um bom relacionamento com alguns selecionados.
Sempre que possível, procure trabalhar com pessoas que sejam fáceis de conversar e que mostrem profissionalismo em todas as negociações. Depois que você cria uma boa relação com fornecedores confiáveis, você fica muito mais seguro de que os produtos que seus clientes vão receber realmente têm boa qualidade.
Além disso, alguns fornecedores podem até te recomendar bons parceiros pra produtos que você quer vender, mas que eles não oferecem. Eles também podem te ajudar a encontrar produtos virais — o que pode ser bom tanto pro seu negócio quanto pro deles.
2. Processo eficiente de separação, embalagem e envio de pedidos
Você ganha a confiança do cliente quando entrega no prazo — ou até antes do esperado.
Claro que isso só acontece se você trabalhar com fornecedores eficientes e confiáveis. Esse é mais um motivo pra investir tempo e energia pesquisando e conhecendo melhor os fornecedores ideais pro seu dropshipping.
3. Satisfação do cliente
A satisfação dos seus clientes depende muito de duas coisas: do seu atendimento e da capacidade do seu fornecedor de entregar produtos de qualidade com rapidez.
Garanta que você e o fornecedor estejam alinhados quando o assunto é deixar o cliente satisfeito. Caso contrário, vai ser bem difícil conquistar fidelidade e construir uma reputação positiva pro seu negócio.
4. Reputação positiva da marca
Uma boa reputação mantém as pessoas interessadas em comprar de você. Então é sempre inteligente continuar dando motivos pras pessoas elogiarem e confiarem na sua marca.
Faça de tudo pra que cada compra seja uma experiência satisfatória pro cliente. Uma pesquisa da BrightLocal mostra que 48% dos consumidores só leem avaliações novas escritas nas últimas duas semanas. Então não dependa de avaliações antigas — continue conquistando feedback positivo!
Isso reforça ainda mais como é importante se juntar a fornecedores que entendem seus objetivos e topam te ajudar a chegar lá. Continue oferecendo os melhores produtos e um ótimo atendimento, e uma boa reputação tende a vir como consequência.
5. Melhor gestão do tempo
Uma pesquisa da Gallup mostrou que 39% dos donos de pequenos negócios trabalham mais de 60 horas por semana. Isso pode até parecer “bonito” pra quem se orgulha de trabalhar demais, mas as consequências no longo prazo (cansaço, falta de tempo pra família e lazer, saúde mental prejudicada etc.) quase nunca compensam.
Se você não quer mais preocupações que tomem um pedaço enorme do seu tempo, ter fornecedores confiáveis é o caminho. Seus fornecedores ideais precisam estar preparados pra lidar com questões como qualidade do produto, estoque, separação/embalagem/envio, devoluções e reembolsos.
Com fornecedores confiáveis, você ganha mais tempo pra focar no seu papel como varejista e também pra fazer coisas que você gosta no seu tempo livre.

Tipos de fornecedores de dropshipping
Os fornecedores geralmente são fabricantes, atacadistas ou agregadores de dropshipping. Qual é a diferença entre esses três? Aqui vão alguns pontos que você precisa saber.
1. Fabricantes
Fabricantes são quem cria o produto. É com eles que você precisa falar se quiser os produtos pelo menor preço possível. O lado ruim é que alguns fabricantes preferem trabalhar com atacadistas, que conseguem garantir pedidos recorrentes.
2. Atacadistas
Esses fornecedores são os “intermediários” entre fabricantes e varejistas. Eles compram em grande quantidade e depois revendem os produtos por um preço mais alto.
O único ponto negativo é que comprar de atacadista costuma ser um pouco mais caro do que comprar direto do fabricante. Mesmo assim, ainda costuma ser bem melhor do que a maioria dos revendedores, que geralmente colocam preços altos demais.
Atacadistas não vendem para o público final, o que faz deles uma ótima opção pra dropshippers. Se achar fabricantes que façam dropshipping ficar difícil demais, procurar atacadistas que trabalhem com dropshipping é a sua próxima melhor alternativa.
3. Agregadores de dropshipping
Agregadores de dropshipping reúnem produtos de vários atacadistas. A maior vantagem é que eles conseguem oferecer uma variedade enorme de produtos e categorias, te dando mais opções e mais chances de vender kits/combos (produtos “bundlados”).
Um agregador pode ser um fornecedor ideal. Mas antes de trabalhar com um, lembre que eles compram os produtos já com margem (mais caros) e depois reajustam o preço antes de vender pra você. Se você não tomar cuidado, pode acabar com uma margem de lucro bem apertada — e difícil de sustentar.
Mais adiante neste guia, você vai aprender como identificar um bom fornecedor, pra escolher os melhores parceiros pro seu negócio de dropshipping.
Onde encontrar fornecedores de dropshipping
Você pode encontrar fornecedores de dropshipping em marketplaces online de dropshipping, comprando dos seus concorrentes e participando de feiras do setor. Alguns dos marketplaces mais populares e confiáveis são AliExpress, Doba, Dropshipper.com, Inventory Source, Wiio e Megagoods.
1. Marketplaces de dropshipping
Marketplaces de dropshipping são plataformas online onde empreendedores conseguem encontrar atacadistas, comparar opções e entrar em contato com quem parecer mais alinhado com o que precisam. Em alguns casos, você também pode encontrar fabricantes nessas plataformas.
A seguir estão algumas plataformas que você pode conferir pra achar possíveis fornecedores, principalmente na China continental.
a. AliExpress

O AliExpress é um serviço de varejo online que oferece vários produtos em diferentes nichos, incluindo eletrônicos de consumo, casa e reforma, moda e beleza. Criar uma conta no site é grátis, e os produtos geralmente são mais baratos em comparação com outras lojas de atacado. Isso torna a plataforma uma opção mais acessível pra quem está começando no dropshipping mas não deixe de fazer uma boa checagem antes de escolher quais produtos você vai vender.
Além dos preços mais em conta, o AliExpress também é a principal escolha de muitos dropshippers. Se você explorar a plataforma, vai perceber que fazer dropshipping pelo AliExpress é bem amigável pra iniciantes e que existem apps que deixam o processo ainda mais fácil.
b. Wiio

A Wiio é uma plataforma completa (“tudo em um”) de dropshipping que ajuda dropshippers a crescerem suas lojas e reduzirem custos operacionais, gerenciando o processo do negócio de ponta a ponta. A equipe local da Wiio na China busca produtos de alta qualidade e com alta demanda para os clientes. Eles também compram esses produtos por preços competitivos e armazenam tudo em armazéns próprios e seguros. Outros serviços úteis incluem checagem de qualidade de cada produto adquirido antes da reembalagem e do envio para seus clientes, além de fotos e etiquetas personalizadas dos produtos.
2. Comprar dos seus concorrentes
Outra forma de encontrar fornecedores é comprando dos seus concorrentes no dropshipping. Quando o pedido chegar, procure o endereço de devolução que normalmente vem junto com o pacote.
Pesquise esse endereço online pra ter uma noção de quem é o remetente original e onde ele fica. Depois, entre em contato com o fornecedor pra saber mais sobre o negócio deles e avaliar se faz sentido trabalhar com eles.
3. Participar de feiras e eventos do setor
Você também pode participar de feiras e eventos (presenciais ou virtuais), onde empresários se reúnem pra divulgar produtos e serviços. É bem provável que você encontre fornecedores de dropshipping nesse tipo de evento então aproveite pra fazer networking e construir relacionamentos profissionais.
Sinais de um fornecedor confiável
Depois de aprender onde encontrar fornecedores, a próxima pergunta é: como filtrar os melhores? Muitas vezes dá pra identificar um fornecedor confiável pelas avaliações e pelos comentários escritos por clientes anteriores.
Mas, além de reviews positivos, aqui vão outros fatores que você precisa considerar:
1. Suporte ao cliente
Isso é básico, mas um bom suporte é ainda mais importante no dropshipping, já que o fornecedor pode estar em outro continente e em outro fuso horário. Você vai querer um fornecedor que responda rápido às dúvidas e preocupações. Além disso, é melhor ainda trabalhar com alguém que resolva com agilidade devoluções, reembolsos e outros problemas relacionados a produto.
2. Localização
Localização é outro ponto importante. A Shopify recomenda escolher fornecedores que estejam perto de grandes centros, onde os serviços de envio costumam ser mais rápidos.
Por exemplo: se você faz dropshipping de produtos fabricados localmente nos Estados Unidos, vai perceber que os melhores fornecedores (em prazo de entrega) costumam estar em regiões centrais. Fornecedores em locais centrais conseguem entregar tanto para a costa leste quanto para a costa oeste mais rápido do que os que ficam nas “pontas” do país.
3. Investimento em tecnologia
Dropshipping depende muito de tecnologia. Por isso, é melhor escolher um fornecedor que saiba usar bem os apps e as tecnologias mais recentes especialmente as de importação de dados e rastreamento de pedidos.
4. Operação eficiente e organizada
Eficiência é obrigatória no eCommerce, principalmente na hora de processar pedidos e entregar para o cliente. Ou seja: fornecedores confiáveis precisam achar um jeito de acompanhar o seu ritmo e o dos seus clientes, com processos claros e eficientes e sistemas de rastreio bem organizados.
Sinais de um atacadista falso
Parte de encontrar fornecedores de dropshipping é eliminar aqueles que podem prejudicar o seu negócio. Nem todo fornecedor está pensando no seu melhor interesse. Pior: existem atacadistas fraudulentos que vão tentar te enganar pra você pagar, e depois entregar produtos inferiores ou simplesmente não entregar nada.
Pra proteger você e a reputação da sua marca, fique atento a estes sinais de atacadista falso:
1. Não oferece amostras quando você pede
Mesmo que muitos dropshippers nunca comprem os produtos que vendem, o fornecedor deveria conseguir fornecer amostras quando solicitado. Pode ser grátis ou pago mas o fornecedor precisa estar disposto a deixar você ver o produto, se você quiser.
Pedir amostras é uma ótima forma de testar o processo de separação/embalagem/envio do fornecedor e a qualidade dos produtos. Se o atacadista recusar sua solicitação de amostra e insistir em ir direto pra uma parceria de dropshipping, trate isso como um sinal de alerta.
2. Taxas suspeitas
Outro sinal de alerta são taxas que o fornecedor não consegue explicar direito o motivo. Se aparecerem cobranças estranhas, o melhor é seguir em frente e falar com o próximo candidato.
Se você encontrar fornecedores que exigem quantidade mínima de pedido (MOQ), entenda que muitos fornecedores que também são fabricantes fazem isso pra proteger o próprio negócio. Fabricantes precisam garantir que os custos de produção serão cobertos pelos pedidos que recebem. Então, se você está começando agora, fique atento com MOQs.
3. Vende direto pro público final
Fornecedores que vendem pro público geralmente vendem com preços inflados. Por segurança, recomendamos procurar fornecedores nos sites mencionados acima, porque esses fornecedores normalmente vendem apenas para lojistas. Além disso, eles provavelmente passaram por processos de verificação exigidos pela plataforma online em que se cadastraram.
Você também pode fazer uma checagem extra pesquisando no Google e nas redes sociais pra ver se o fornecedor também vende direto pro consumidor final ou não.
Boas práticas para entrar em contato com fornecedores
Depois que você afunilar e escolher um fornecedor em potencial (após checar tudo com cuidado), é recomendado se preparar antes de iniciar o contato.
O fornecedor ideal que você está de olho provavelmente atende vários outros dropshippers, então você vai querer se destacar pra ele considerar trabalhar com você. Afinal, o fornecedor pode recusar facilmente quem não parecer valer o tempo e o esforço dele.
E claro: você também vai querer estar preparado com uma lista do que você precisa. Assim, dá pra avaliar de forma objetiva se você e o fornecedor que encontrou realmente combinam. Abaixo vão algumas orientações importantes pra se comunicar com possíveis fornecedores:
1. Mostre que seu negócio é legal e está pronto
Fornecedores também têm o negócio deles, então faz todo sentido eles checarem se o seu é um negócio legalizado. Esteja pronto pra responder perguntas sobre sua empresa, como registro, tamanho, localização, mercado-alvo e coisas do tipo.
Esses detalhes ajudam o fornecedor a decidir com mais segurança se vale a pena fazer parceria com você. E você ainda passa uma boa impressão se estiver pronto pra apresentar documentos relevantes (ou mostrar o tamanho da sua audiência nas redes sociais) quando pedirem.
2. Seja direto sobre o que você precisa
Pense em perguntas que te ajudem a avaliar se o fornecedor consegue atender suas necessidades. Pergunte sobre produtos, condições de pagamento, localização dos depósitos/estoques, apps e equipamentos usados, garantias, política de devolução, etc.
Fazer perguntas é bom pros dois lados: você consegue avaliar o fornecedor com mais clareza, e o fornecedor vê que você está levando o negócio a sério.
3. Use um tom acessível e amigável
Você pode manter um tom bem profissional, mas cuidado pra não soar frio ou “arrogante”. Use um tom mais acessível pra mostrar que você está aberto a ideias. No fim das contas, criar uma boa relação sempre compensa.
Como dropshipper, você ganha acesso a produtos melhores e mais suporte quando fecha com um fornecedor confiável. Então reforce a legalidade do seu negócio, fale com sinceridade e seja transparente sobre suas necessidades — tudo isso mantendo um jeito leve e amigável na conversa.
Capítulo 4: Como escolher um canal de vendas
Agora você já tem uma ideia do que quer vender e de onde vai tirar os produtos. Mas como a sua oferta vai chegar até o seu mercado-alvo? O que você pode fazer pra vender bastante? Quais plataformas deixam você personalizar a sua loja pra ela ficar mais atraente pra possíveis clientes?
Neste capítulo, a gente vai responder todas essas perguntas e mais algumas. Leia este guia antes de se cadastrar em qualquer canal de vendas! Lembre: cada canal tem recursos diferentes, e escolher o canal errado pode consumir seu capital e seu lucro com taxas e comissões altas demais.
O que é um canal de vendas?
Um canal de vendas é qualquer lugar físico ou online onde você pode vender e divulgar seus produtos. Algumas empresas usam os dois tipos de canal. Porém, como aqui o assunto é dropshipping, este capítulo vai focar apenas nas opções online.

Observe que você pode escolher mais de uma plataforma online pra alcançar mais gente e, potencialmente, aumentar seus lucros. A gente vai falar mais sobre estratégia multicanal mais adiante, mas por enquanto vamos entender como escolher as melhores plataformas pra sua loja de dropshipping.
Como escolher um canal de vendas
Aqui estão algumas coisas que você precisa considerar ao escolher um canal de vendas: seus objetivos, seus clientes-alvo e os requisitos e taxas das opções disponíveis.
1. Defina seus objetivos
Você provavelmente já tem um objetivo geral em mente. Mas, se você ainda não colocou isso no papel, agora é o melhor momento pra fazer isso. Também ajuda escrever objetivos menores, de curto prazo, que vão te direcionar até a meta maior.
Na maioria das vezes, você vai precisar de objetivos diferentes para o seu negócio de dropshipping como um todo e para a sua loja específica. A gente recomenda escrever os dois e deixar em um lugar que você veja sempre. Assim, você se lembra do motivo do seu corre e por que precisa continuar firme mesmo quando ficar difícil.
Aqui vão alguns exemplos:
-
Objetivo do negócio de dropshipping: Montar uma loja geral e uma loja de nicho, faturando pelo menos US$ 50.000 por mês, até o fim de 2021.
-
Objetivo da Loja XYZ: Vender produtos de alta qualidade para pets para pelo menos 20.000 clientes, de janeiro a junho de 2021.
O primeiro exemplo funciona pra quem quer tocar mais de uma operação de dropshipping. Esse objetivo já deixa claro que você vai precisar de canais digitais diferentes. Para a loja geral, faz sentido escolher uma plataforma que alcance públicos variados. Já para a loja de nicho, o ideal é ir onde as pessoas interessadas naquele nicho costumam estar.
Já o segundo exemplo é bem mais específico. Você quer pessoas que têm pets, então marketplaces generalistas podem não ser a melhor escolha. Um site de eCommerce seria uma boa, junto com anúncios segmentados em buscadores ou em redes sociais populares.
Objetivos bem definidos puxam ação. Se os seus objetivos estiverem te deixando confuso sobre o que fazer depois, vale reavaliar e escrever metas mais claras e mais realistas.
2. Identifique onde seus clientes-alvo passam tempo
Existe um motivo pra alguns canais serem mais escolhidos do que outros: tráfego. Por exemplo, a Amazon continua sendo a plataforma de eCommerce mais popular dos Estados Unidos porque recebe consistentemente milhões a bilhões de visitantes por mês. Imagina quanta gente poderia ver seus produtos!
Mas tráfego não é a mesma coisa que tráfego qualificado e alcançar mais gente não significa necessariamente vender mais. Na maioria dos casos, um público menor, porém bem segmentado, traz mais retorno. Por isso você precisa saber onde o seu cliente ideal está.
Se você vende produtos artesanais, por exemplo, Etsy e Pinterest podem ser opções excelentes. Já se você vende equipamentos de treino, o Instagram onde muita gente fitness passa tempo pode ser uma boa escolha.
Além disso, ter o seu próprio site de eCommerce quase sempre é uma boa ideia, independente dos outros canais que você escolher. Um site te dá mais flexibilidade em branding, formas de pagamento e integrações com apps, entre outras coisas. E ainda mantém sua loja mais “segura” de problemas fora do seu controle que podem acontecer em outras plataformas.
3. Entenda os diferentes canais de eCommerce
Todo canal de venda online tem seus próprios prós e contras e você precisa saber disso antes de começar a vender.
Alguns canais são totalmente gratuitos, enquanto outros exigem assinatura. E também existem canais que deixam você anunciar produtos sem pagar nada no começo, mas cobram comissões quando você começa a vender.
Na próxima seção, a gente vai falar de alguns dos canais mais usados no dropshipping, junto com os prós e contras de cada um.
Canais de venda populares para dropshipping
Resumindo, os canais de venda para dropshipping podem ser agrupados em três categorias:
- Marketplaces gerais
- Redes sociais
- Site de eCommerce
1. Marketplaces gerais
São plataformas que permitem que lojistas se cadastrem, subam produtos e vendam. Tráfego “gratuito” e bom SEO são duas vantagens. Além disso, esses marketplaces geralmente já são nomes conhecidos e confiáveis, então você não precisa construir confiança do zero.
Amazon, eBay e Google Shopping estão entre os canais de venda mais populares. Eles oferecem benefícios que você não encontra em plataformas menores. Porém, também têm algumas desvantagens.
a. Amazon
Além de ser o marketplace mais visitado nos Estados Unidos, a Amazon também está disponível no mundo todo. Com isso, você pode fazer dropshipping na Amazon e deixar seus produtos visíveis pra públicos bem variados.
A Amazon também oferece o programa Fulfillment by Amazon (FBA). Com esse programa, você pode pedir pro seu fornecedor enviar estoque para um centro de distribuição/fulfillment da Amazon que você escolher. Depois disso, a própria Amazon cuida de todos os pedidos que você receber desde embalar até enviar e até parte do atendimento ao cliente. Conveniente demais!
Mas, claro, a Amazon também tem pontos negativos. Um dos mais evidentes são as taxas de venda. O custo vai depender do plano de vendedor que você escolher. Só que, como as margens no dropshipping costumam ser menores, pagar comissões por venda pode comer uma parte grande do que você ganha.
Abaixo está uma visão geral das vantagens e desvantagens dessa plataforma.
Prós:
-
- Acesso imediato a um público enorme
- Divulgação “gratuita” e SEO imediato
- Suporte confiável no back-end
- Suporte de armazenagem, embalagem e envio pelo programa FBA (Fulfillment by Amazon)
Contras:
-
- Taxas de venda, taxas de indicação (referral) e taxas de fulfillment (para quem usa FBA)
- Personalização limitada da loja e das páginas de produto
- Canais de comunicação limitados entre vendedores e clientes
- Alta concorrência
b. eBay
O eBay oferece praticamente os mesmos benefícios da Amazon. Ele também é uma plataforma bem conhecida de leilões.
Quando um produto é anunciado em formato de leilão, os compradores podem dar lances com o valor que acharem justo. Ao mesmo tempo, os vendedores são “protegidos” por um preço de reserva ou seja, o menor preço aceito para aquele produto, definido pelo próprio vendedor.
Anúncios em leilão podem ser ótimos para produtos raros. Mas, para itens de dropshipping com margem baixa a média, o mais recomendado costuma ser ficar nos anúncios comuns (de preço fixo). Fazer dropshipping no eBay pode dar lucro, desde que você considere todas as taxas antes de definir o preço dos produtos.
Em resumo, aqui vão os prós e contras de usar o eBay:
Prós:
-
- Acesso imediato a um público enorme
- Divulgação “gratuita” e SEO imediato
- Opção de anúncio com preço fixo e anúncio em leilão
- Taxas mais baixas e descontos de frete
Contras:
-
- Taxas de anúncio (listing), taxa sobre o valor final (final value) e taxas do PayPal
- Risco de lances baixos nos anúncios em leilão
- Alta concorrência
c. Google Shopping
O Google Shopping é ideal para quem já tem um canal de venda funcionando, mas quer dar mais visibilidade aos produtos. Anunciar produtos no Google Shopping é grátis no mundo todo e dropshippers podem aproveitar isso.
Produtos listados no Google Shopping têm chance de aparecer nas páginas de resultados do Google (SERPs), mesmo sem pagar anúncio. Mas, claro, você também pode usar listagens/anúncios pagos para disputar posições melhores e mais competitivas para seus produtos.
Só que vale lembrar: o Google Shopping também funciona como um comparador de preços. As pessoas usam principalmente pra comparar valores entre lojistas, então pode ser difícil fechar vendas se você tiver muitos concorrentes.
Prós:
-
- Chance de aparecer no topo de buscas relacionadas
- Aparência detalhada no Google (imagem, nome do produto, preço)
- Opção de listagens gratuitas e pagas
Contras:
-
- Não há garantia de aparecer nos resultados
- Alta competição por preço
- Os preços listados não sincronizam automaticamente com a loja; quando preciso, você vai ter que atualizar manualmente
2. Redes sociais
As redes sociais viraram o “ponto de encontro” favorito de muita gente. E é exatamente por isso que esses canais são ideais para muitos negócios incluindo lojas de dropshipping.
Além disso,fazer marketing de produtos pelas redes sociais ficou muito mais fácil. Tem um monte de tutoriais online. E, se você tem um site de eCommerce, dá pra conectar ele às suas páginas sociais com facilidade, deixando o processo mais fluido e a experiência do cliente melhor.

a. Facebook
O Facebook ainda é a rede social mais popular do mundo, o que faz dele um canal bem atraente pra praticamente qualquer tipo de negócio. E como o Facebook é usado por pessoas de várias idades, nacionalidades e interesses, ele é, sem dúvida, um ótimo lugar pra aumentar o reconhecimento da sua marca, criar relacionamento com clientes e postar conteúdos de nutrição (nurturing) pra guiar potenciais clientes até a ação que você quer.
E tem mais: o Facebook também facilita o acesso das empresas à caixa de entrada do Messenger. Então, se você decidir fazer marketing pelo Facebook, você também pode configurar um bot do Messenger (pago ou grátis) pra automatizar atendimentos e até transações via chat.
Prós:
-
- Grátis pra criar uma página comercial
- Público grande e diverso
- Recursos e configurações personalizáveis
- Oferece insights de público e análises (analytics)
- Ferramentas de segmentação nativas pra tráfego pago
- Pode ser usado junto com bot do Messenger e Instagram
Contras:
-
- Alcance orgânico muito limitado
- Postar com frequência pode tomar bastante tempo
- O Gerenciador de Anúncios pode levar tempo pra dominar
- Contas de anúncio podem ser desativadas pelo Facebook
- Pouco/nenhum suporte ao cliente
b. Instagram
Se os seus produtos têm um apelo visual forte, o Instagram pode ser um dos melhores canais de eCommerce pro seu negócio.
A maior parte dos usuários do Instagram é mais jovem principalmente Millennials e a Geração Z. Leve isso em conta (junto com o perfil do seu cliente ideal) antes de criar uma conta comercial.
Se você for usar o Instagram pra levar as pessoas pro seu site de eCommerce, vale lembrar que a plataforma só permite links clicáveis na bio do perfil.
Você até pode colocar links nas legendas, mas aí a pessoa teria que copiar e colar no navegador pra acessar a página e isso pode fazer muita gente perder o interesse
Uma forma que o Instagram usa pra facilitar compras é o Instagram Shopping, um recurso que permite marcar produtos nas fotos. Se alguém clicar na marcação, aparece a opção de visitar seu site ou navegar por outros produtos do seu catálogo. No momento, o Instagram Shopping está disponível em vários países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália, Singapura, Taiwan e outros.
Pra resumir, aqui vão os prós e contras de usar o Instagram como canal de vendas.
Prós:
-
- Grátis pra criar uma conta comercial
- Ótimo pra conteúdos com apelo visual
- Hashtags ajudam a alcançar mais gente
- Oferece insights e análises
- Anúncios no Instagram podem ser publicados pelo Gerenciador de Anúncios do Facebook
- O Instagram Shopping pode dar acesso rápido ao seu catálogo e ao seu site
Contras:
-
- Alcance orgânico muito limitado
- Postar com frequência pode tomar bastante tempo
- Links na legenda não são clicáveis
- Nem tantos usuários entram no Instagram com intenção de comprar
- O Instagram Shopping não está disponível em alguns mercados importantes
c. Pinterest
Apesar da popularidade do Facebook e do Instagram, donos de sites de eCommerce principalmente lojas na Shopify vão gostar de saber que o Pinterest é, na verdade, a segunda maior fonte de tráfego para lojas Shopify.
Além disso, os dados demográficos do Pinterest mostram que a maior parte dos usuários está nas faixas de 18–24 e 30–49 anos. Com isso, dá pra esperar que o público no Pinterest tenha um poder de compra maior do que o público de outras redes sociais.
Ainda em dúvida se o Pinterest combina com o seu negócio? Aqui vai um resumo de prós e contras pra te ajudar.
Prós:
-
- Grátis pra configurar
- Ótimo pra conteúdos com apelo visual
- Tem recursos de compra: pins de produto e catálogos
- Usuários do Pinterest geralmente têm bom poder de compra
- Pins podem virar anúncios no Pinterest com facilidade
- Oferece análises e métricas de público
Contras
-
- Criar conteúdo “repinável” e fortalecer seu SEO no Pinterest pode tomar bastante tempo
- A maioria dos usuários é mulher, então nem toda marca se beneficia tanto
- O recurso de catálogo não está disponível em todos os países
d. Twitter (X)
Essa plataforma pode ser ótima pro eCommerce por vários motivos. Um estudo do Twitter mostrou que seus usuários compram online pelo menos seis vezes por mês. E outros dados indicam que esses usuários têm 2,7x mais chance de comprar um produto depois de vê-lo no Twitter.
Além disso, o Twitter é um ambiente de interação mais casual. Então, se marketing conversacional combina com a sua marca, essa plataforma pode ser uma boa opção pra alcançar seus clientes ideais e aumentar o valor do cliente ao longo do tempo (lifetime value).
É rápido e fácil postar no Twitter. O lado ruim é que também é fácil as pessoas falarem de marcas publicamente e colocarem elas em uma situação ruim. Aqui vai uma lista rápida de prós e contras:
Prós:
-
- Grátis pra configurar
- Público grande e diverso
- Tweets são mais fáceis de escrever por causa do limite de caracteres
- Hashtags ajudam a alcançar mais gente
- Interagir com seguidores e outros usuários é mais fácil
-
Permite tweets promovidos e anúncios
Contras:
-
- Ganhar seguidores pode levar bastante tempo
- O limite de caracteres pode atrapalhar marcas que precisam explicar melhor a mensagem
- Erros e tweets ofensivos (mesmo sem querer) podem ser retweetados e espalhados pra milhões de pessoas
3. Site de eCommerce
Ter o seu próprio site de eCommerce tem várias vantagens. Pra começar, um site te dá mais controle sobre sua marca, políticas, layout das páginas de produto e a experiência do cliente. Também te dá mais espaço pra rodar campanhas de captura de leads, promoções e estratégias de marketing de conteúdo.
Menos distração é outro benefício. Em marketplaces e redes sociais, o cliente é bombardeado com ofertas de várias empresas ao mesmo tempo. Já um site de eCommerce é totalmente focado na sua marca. Além disso, ter um site também abre a possibilidade de, no futuro, você vender sua loja por um bom valor.
Mas, como qualquer canal, um site também tem desvantagens. Algumas plataformas podem ser caras pra quem está começando ou complicadas pra quem não é “da área”. E o design do site pode ser cansativo e demorado — e talvez nem compense se você só estiver buscando um negócio de curto prazo.
Algumas das plataformas de eCommerce mais populares são Shopify, WooCommerce, Magento e BigCommerce. Cada uma tem seus pontos fortes e fracos, mas quando o assunto é facilidade de uso, integrações com apps e outros recursos importantes, muitos empreendedores consideram a Shopify a melhor opção. A gente vai falar de Shopify e outros criadores de loja no próximo capítulo.
Estratégia de canal único vs. multicanal
Agora que você já conhece os diferentes canais de venda no eCommerce e no dropshipping, você já tem informação suficiente pra escolher entre uma estratégia de canal único e uma estratégia multicanal.
A estratégia de canal único, como o nome diz, foca em apenas um canal pra oferecer seus produtos e alcançar clientes. Já a estratégia multicanal combina dois ou mais canais.
Escolher canal único costuma fazer mais sentido pra quem está começando no dropshipping. Afinal, você sempre pode ampliar seu alcance depois, conforme o negócio cresce.
Se você decidir levar sua loja pra vários canais, aqui vão algumas coisas importantes pra lembrar:
- Garanta que seus preços e sua mensagem estejam consistentes em todos os canais
- Estude as políticas de cada canal pra não tomar punições por violação de regras
Com as informações deste capítulo, agora você pode escolher seu canal principal de vendas e seguir pro próximo grande passo: montar sua loja de eCommerce.
Capítulo 5: Montando uma loja de eCommerce
Mesmo que você já tenha um fornecedor confiável e um produto com alto potencial de lucro, você não vai ganhar no dropshipping sem uma loja de eCommerce bem montada e otimizada. A concorrência fica mais pesada a cada dia, então faz sentido escolher uma plataforma que te dê vantagem competitiva.
Você já aprendeu sobre os diferentes tipos de canais de venda no capítulo anterior. Agora, vamos se aprofundar ainda mais nas escolhas que você precisa fazer e nos fatores que deve pesar enquanto constrói seu negócio de eCommerce.
Pontos-chave de decisão ao montar uma loja de eCommerce
A sua escolha de plataforma de eCommerce vai impactar o capital que você vai precisar, o nível de suporte técnico disponível e até a flexibilidade que você vai ter pra personalizar a sua loja. Por isso, é essencial avaliar com cuidado antes de escolher qualquer plataforma principalmente na hora de decidir entre entrar em um marketplace ou montar o seu próprio site.
Quais recursos fazem a sua loja parecer confiável e passar credibilidade? Como você pode oferecer uma experiência de compra mais conveniente e satisfatória possível? Tenha essas perguntas em mente enquanto você filtra suas opções e, por fim, configura a sua loja.

1. Entrar em marketplaces vs. fazer dropshipping na sua própria loja
Criar uma conta de vendedor em um marketplace bem consolidado é um caminho fácil pra começar a vender online. Além disso, você já viu que plataformas como Amazon e eBay oferecem várias vantagens que não é tão simples conseguir em outros lugares.
A escolha é totalmente sua, se você quer seguir por esse caminho. Mas é importante entender também por que muitos dropshippers preferem criar o próprio site de eCommerce e usar Amazon ou eBay só como canais extras de distribuição.
Abaixo vai um resumo dos principais benefícios de ter o seu próprio site de dropshipping. Lembrando que cada plataforma de criação de loja tem recursos diferentes, mas estes são os mais comuns:
- mais controle sobre a estrutura do site, a identidade da marca e as políticas da loja
- mais opções de personalização
- disponibilidade de um sistema de gerenciamento de conteúdo (CMS)
- acesso a ferramentas de eCommerce, plugins e recursos de segurança
- uma variedade maior de formas de pagamento
Em relação a taxas, fazer dropshipping na sua própria loja evita que você tenha que pagar taxas de anúncio (listing) e comissões. Você só precisa pagar o domínio e a plataforma e, a partir daí, fica livre pra adicionar quantos produtos (e quantos extras, plugins etc.) o seu plano permitir. Depois, fica a seu critério investir em mais recursos ou softwares pra otimizar a sua loja.
2. Plataformas open-source vs. plataformas hospedadas (hosted)
Como já foi dito, nem todos os construtores de loja de eCommerce são iguais. Os recursos e limitações variam. E, além disso, o tipo de hospedagem (open-source ou hospedada) é outro ponto importante que você precisa considerar.
O que é uma plataforma open-source? É um criador de sites que permite que os usuários modifiquem o código-fonte original e personalizem o site do jeito que quiserem. O lado negativo é que, pra fazer isso, você vai precisar de conhecimento técnico e habilidades de programação.
Alguns exemplos de plataformas de eCommerce open-source são:
- Magento Open Source
- WooCommerce
- OpenCart
As opções open-source podem parecer mais baratas no começo, mas podem acabar saindo mais caras quando você precisar contratar desenvolvedores profissionais ou pagar por recursos extras que, em plataformas hospedadas, muitas vezes já vêm incluídos. A seguir, vem um resumo dos prós e contras de usar esse tipo de plataforma.

As plataformas de eCommerce hospedadas, por outro lado, são uma solução “tudo em um” que te permite montar uma loja de forma rápida e fácil. Também chamadas de plataformas software como serviço (SaaS), elas ficam hospedadas na nuvem então você não precisa instalar tudo no seu computador.
Elas também cuidam da maior parte da manutenção e da segurança pra você, o que te deixa mais livre pra focar no design do site, principalmente em otimização da experiência do usuário (UX) e em SEO. Alguns exemplos de plataformas de eCommerce hospedadas são:
- Shopify
- BigCommerce
- Wix Stores
Usar qualquer uma dessas opções te poupa de se preocupar com programação e outras questões mais avançadas de desenvolvimento web. Só que vale lembrar: alguns construtores (como a Shopify) até permitem que você mexa em código e personalize certos templates até um certo ponto.
A seguir, um resumo dos prós e contras de usar uma plataforma de eCommerce hospedada:
Recursos de uma plataforma de eCommerce ideal
Não existe uma plataforma “perfeita” que seja a melhor pra todo mundo. Mas com certeza existe pelo menos uma que vai se encaixar nas suas necessidades, nos seus recursos e nas preferências do seu cliente ideal.
Vale a pena fazer sua própria pesquisa sobre as melhores plataformas de eCommerce. Mas, enquanto você pesquisa, não deixe de considerar estes recursos eles podem dar uma vantagem competitiva forte pra sua loja:
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- Disponibilidade de planos por níveis (tiers)
- Opções de design e personalização
- Recursos de SEO
- Responsividade no celular
- Integração multicanal
- Integrações com apps e plugins
- Sistema de gerenciamento de conteúdo (CMS)
- Recursos de relatórios e análises
- Suporte técnico
- Várias opções de pagamento
1. Disponibilidade de planos por níveis (tiers)
Planos por níveis te dão flexibilidade e espaço pra crescer. Você pode escolher um plano que caiba no seu orçamento inicial e, quando estiver pronto pra escalar, fazer upgrade pra um plano com mais recursos.
Escolha uma plataforma que aguente o tranco conforme seu dropshipping decolar e as exigências ficarem maiores. Também vale a pena escolher uma plataforma que não te cobre taxas absurdas quando tiver um pico no número de pedidos.
2. Opções de design e personalização
A maioria dos construtores de loja oferece templates com cara profissional. Mas se você quer melhorar de verdade a experiência de navegação e compra do cliente, o ideal é escolher uma plataforma que permita personalizar tanto a parte visual quanto as funcionalidades.
A home, as páginas de produto e a página de checkout são algumas das partes mais importantes de um site de eCommerce. Garanta que a plataforma escolhida te deixe montar tudo isso com um design bem otimizado.
Além disso, se você quiser aproveitar ao máximo cada visita na sua loja, ajuda muito adicionar opções de venda complementar e venda de upgrade (cross-sell e upsell) em pontos estratégicos do site algo que uma plataforma bem personalizável deve permitir.
3. Recursos de SEO
Aparecer de forma orgânica nos resultados do Google (SERPs), principalmente na primeira página (ou nas primeiras), tende a trazer mais tráfego e mais vendas. Por isso, se você vai criar um site de eCommerce, otimização pra buscadores é obrigação.
No mínimo, você precisa conseguir editar títulos e cabeçalhos da página, title tags, meta descriptions, URLs e o arquivo robots.txt. Descrições de produto bem escritas e otimizadas com palavras-chave também são fundamentais, então sua loja precisa permitir publicar isso de forma completa.
4. Responsividade no celular
Provavelmente você já comprou mais pelo celular do que pelo computador. Isso é a realidade da maioria das pessoas e por isso não é surpresa que a responsividade no mobile influencie o ranqueamento do seu site nas buscas.
Hoje, muitos construtores permitem visualizar e ajustar como o site fica em diferentes dispositivos. Mas não assuma que isso sempre vem garantido. Em vez disso, confira se a plataforma tem recursos de SEO mobile antes de assinar qualquer coisa.
5. Integração multicanal
Usar vários canais de venda te ajuda a alcançar mais gente. Felizmente, algumas plataformas (como a Shopify) permitem conectar seus canais secundários (tipo Amazon, Google Shopping, Facebook e Instagram) ao seu site de forma bem simples.
Não precisa ficar preso no “Shopify ou Amazon”. Se você quiser usar estratégia multicanal, existem plataformas que dão conta disso.
6. Integrações com apps e plugins
Apps e plugins fazem você conseguir fazer muito mais dentro da mesma plataforma. Por exemplo: algumas das melhores plataformas já oferecem ferramentas pra e-mails de confirmação de pedido, e-mails de carrinho abandonado, cupons de desconto e programas de recompensa.
E, com os apps/plugins certos, você consegue ir colocando automações no seu dia a dia e integrar o dropshipping automatizado aos poucos na sua operação e na sua estratégia.
7. Sistema de gerenciamento de conteúdo (CMS)
Mesmo que o objetivo principal da sua loja seja vender, oferecer conteúdos gratuitos e relevantes pode aumentar o valor percebido dos seus produtos, ajudar a fidelizar clientes e até ranquear pra mais palavras-chave no Google.
Marketing de conteúdo virou parte essencial da estratégia de muitos empreendedores — por isso, muitas plataformas de eCommerce também funcionam como CMS.

8. Recursos de análise e relatórios
Como em qualquer negócio, é bom olhar os dados antes de ajustar suas estratégias ou fazer mudanças grandes no seu site. Pra medir com precisão as métricas mais importantes da sua loja, o ideal é usar uma plataforma que já tenha análises e relatórios integrados. Alguns dos relatórios mais importantes pra você acompanhar são: análise de produtos, relatórios de vendas e finanças, e relatórios de clientes.
9. Suporte técnico
Independente do seu nível de experiência e habilidade com desenvolvimento web, sempre vale considerar o suporte técnico na hora de escolher um construtor de sites. Algumas plataformas oferecem suporte 24/7, enquanto outras só atendem em horário comercial. E algumas plataformas principalmente as de código aberto podem não oferecer ajuda nenhuma.
Além do horário, veja também que tipo de suporte você vai ter. Tem atendentes ao vivo? Chatbot? Uma base de conhecimento/artigos pra você se virar sozinho? Se você é novo em criar e tocar um negócio online, o melhor é escolher uma plataforma que ofereça um suporte bem completo.
10. Várias opções de pagamento
Cada cliente tem o seu jeito preferido de pagar. E se ele não encontrar essa opção na sua loja, é bem provável que ele saia e compre em outra. Por isso, é recomendável oferecer várias formas de pagamento no seu site algo que fica bem mais fácil de fazer com a plataforma certa.
Dropshipping na Shopify
A Shopify, uma plataforma de eCommerce hospedada, é uma das opções mais fáceis de usar entre os construtores de sites. Uma loja na Shopify dá pra personalizar, funciona com vários apps e pode ser integrada a múltiplos canais de venda.
Além disso, com a ajuda de um programa adequado (como Oberlo e Wiio), a Shopify pode ser conectada a alguns sites de fornecedores, como o AliExpress, pra facilitar a importação de produtos e o processo de envio/atendimento de pedidos. Isso pode reduzir bastante o trabalho de quem faz dropshipping, principalmente pra quem tem várias lojas
Existem muitas vantagens em fazer dropshipping na Shopify. Pra te ajudar a decidir se ela é a plataforma ideal pro seu negócio, aqui vai um resumo dos prós e contras.
Prós da Shopify
- Teste grátis – A Shopify dá um teste de 14 dias pra todos os assinantes. Você pode usar esse período pra sentir como a plataforma funciona sem precisar pagar nada.
- Vários planos de assinatura – A Shopify oferece três planos: Basic Shopify, Shopify e Advanced Shopify. Quem está começando pode pegar o mais barato e depois migrar pra um plano mais avançado conforme o negócio cresce.
- Totalmente hospedada – Você não precisa pagar a mais por hospedagem de servidor ou manutenção.
- Interface simples e fácil de usar – Até quem não é “da área” consegue entender, usar e personalizar os recursos da Shopify. A plataforma também inclui modelos que você pode editar com um sistema simples de arrastar e soltar.
- Loja de apps – A plataforma tem um marketplace próprio de apps e plugins gratuitos e pagos. Assim, você acha facilmente complementos pra melhorar conversão, experiência do cliente e por aí vai.
- Suporte 24/7 – A Shopify oferece atendimento todos os dias, o tempo todo. E se você quiser personalizações técnicas feitas pra você, dá pra contratar especialistas direto pela plataforma.
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Escalabilidade – Funciona bem pra negócios de eCommerce de todos os tamanhos.
Contras da Shopify
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Preço – A assinatura da Shopify não cabe no bolso de todo mundo, principalmente de quem está começando agora.
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SEO mais “na mão” – Lojas Shopify podem demorar pra ranquear de forma orgânica no Google. Você vai precisar investir bastante tempo e esforço pra ganhar posicionamento.
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Recursos limitados pra marketing de conteúdo – Apesar de permitir publicar blogs e outros tipos de conteúdo, as funções não são tão diretas e completas quanto em outros CMS.
Construa já pensando em escalar
Pensar em escalabilidade é um fator bem forte na hora de decidir a melhor plataforma pra sua loja de eCommerce. Afinal, você não vai querer um site que não consiga acompanhar o crescimento do seu negócio.
Se você quer entrar de cabeça no dropshipping, faz sentido começar já pensando em crescimento. Escolha uma plataforma que te permita atender seus clientes da melhor forma possível e vá ajustando sua loja com base no que eles preferem (produtos, formas de pagamento, etc.) conforme você vai construindo.
Capítulo 6: Como escolher um Gateway de Pagamento
É importante que a sua loja de dropshipping ofereça uma boa variedade de formas de pagamento pros clientes.
Se o cliente percebe que a forma de pagamento preferida dele não está disponível, existe a chance de ele abandonar o carrinho e nunca mais voltar. Por outro lado, um gateway de pagamento confiável ajuda a experiência ser sem travas e aumenta a chance de ele comprar de novo no futuro.
Existem muitos gateways de pagamento pra eCommerce, mas nem todos servem pro seu público-alvo ou pra plataforma de dropshipping que você escolheu. Então, antes de configurar o checkout da sua loja, aqui vai o que você precisa saber sobre gateways de pagamento.
O que é um Gateway de Pagamento?
Um gateway de pagamento é uma tecnologia de terceiros que permite que lojas aceitem pagamentos por cartão de débito/crédito ou carteiras digitais. Ele funciona como uma ponte entre a conta bancária da sua loja e a do cliente, garantindo um processo seguro na captura do pagamento.
Um gateway online confiável deve confirmar se há saldo disponível antes de aceitar a transação. Depois que o pagamento é confirmado e debitado da conta do cliente, o valor é depositado na conta da sua loja.
Vale lembrar que cada gateway cobra taxas diferentes. Pode ser uma taxa por transação, mensalidade ou anuidade, taxa de saque, entre outras.
Fatores pra considerar ao escolher Gateways de Pagamento
A escolha do gateway pode fazer sua loja dar muito certo ou dar dor de cabeça. Um processo de pagamento fácil não só ajuda o cliente a finalizar o checkout; também pode fazer ele colocar mais itens no carrinho, aumentando o quanto ele gasta por compra.
Então, antes de escolher entre os melhores gateways de pagamento deste ano, considere primeiro seu público-alvo, seus objetivos de negócio, as taxas da plataforma e o nível de proteção que você vai ter como lojista.
1. Público-alvo
Pesquise pra descobrir quais gateways de pagamento são mais populares nos países ou regiões onde você pretende vender. E verifique também se os gateways que você quer usar aceitam as diferentes moedas desses lugares.
Entender seu público te ajuda a decidir com base nas necessidades e preferências dele. Esse passo também é essencial se você pretende vender globalmente, porque aí você vai atender mercados bem variados.
2. Objetivos do negócio
Desde já, veja se as opções de gateway de pagamento que você está considerando vão conseguir acompanhar suas necessidades quando você escalar o negócio ou começar a vender para o mercado internacional. Seria ruim perder a chance de vender seus produtos em um país específico só porque o seu gateway tem alcance limitado.
Além disso, garanta que os gateways escolhidos se integrem direitinho com a sua plataforma de eCommerce.
3. Taxas por transação
O custo de usar um gateway de pagamento afeta diretamente sua margem de lucro. Por isso, analise bem a taxa de configuração, as taxas por transação, taxas de reembolso/estorno e quaisquer outras cobranças que possam existir.
Veja também se há cobranças extras em transações internacionais. Depois, coloque tudo na conta quando for calcular o custo de cada gateway e até na hora de definir o preço dos seus produtos.
4. Velocidade de processamento
A velocidade de processamento é o quão rápido o gateway conclui uma transação. Normalmente leva só alguns segundos, mas é melhor confirmar e ler avaliações pra ter certeza.
Confira se o gateway consegue manter uma velocidade alta mesmo quando você estiver recebendo um grande volume de pedidos. Processamento lento pode deixar o checkout demorado, e isso pode fazer o cliente desistir ou até cancelar o pedido.
5. Proteção contra fraude
As empresas de processamento de pagamento mais confiáveis oferecem ferramentas de detecção e proteção contra fraude. Fraude é algo comum no eCommerce, então faz sentido proteger seu negócio desde o começo.
No mínimo, garanta uma criptografia segura dos dados do consumidor, principalmente as informações bancárias. Você vai aprender mais sobre problemas de fraude no próximo capítulo.
Usando combinações de gateways de pagamento
Assim como usar vários canais de venda ajuda você a alcançar mais pessoas, usar mais de um gateway de pagamento ajuda a atender preferências diferentes dos clientes e a reduzir abandono de carrinho.
Mas claro, não é uma boa sair ativando um monte de opções logo de cara. O ideal é começar com pelo menos dois gateways e depois ir avaliando e ajustando com o tempo. Aqui vão algumas combinações populares que você pode considerar:
- Stripe e PayPal
- PayPal e Skrill
- Skrill e 2Checkout
- 2Checkout e PayPal
Ao escolher os melhores gateways de pagamento para eCommerce, você oferece uma experiência tranquila, sem dor de cabeça o que pode fazer o cliente comprar de novo e ainda indicar sua loja pros amigos. Isso, junto com outras boas práticas de dropshipping, ajuda a colocar seu negócio no caminho de um sucesso mais sustentável.
Capítulo 7: Chaves para tocar um negócio de dropshipping com sucesso
Os capítulos anteriores te deram a base essencial pra começar. Agora, vamos ir mais fundo em como você pode se preparar para possíveis desafios e otimizar seu caminho até ter sucesso com dropshipping.
Como trabalhar bem com fornecedores? Como evitar armadilhas comuns do eCommerce, como problemas de segurança e fraude? Como impedir que frustrações atrapalhem seus objetivos? Vamos responder essas perguntas e outras nas seções abaixo.
Desenvolva uma visão de longo prazo
Muita gente que quer empreender abre um negócio e desiste cedo demais. Existem vários motivos pra isso como escolher produtos ruins, falta de demanda e pouco dinheiro em caixa.
Não importa se você já está pensando em construir um “império” de eCommerce ou se só quer testar o dropshipping. Se você quer que a sua primeira tentativa dê certo, vai precisar equilibrar seus objetivos com expectativas mais realistas.
Geralmente, um negócio leva pelo menos um ano até começar a gerar uma renda parecida com a de um trabalho em tempo integral. Claro, existem histórias incríveis de sucesso no dropshipping. Mas se você não considerar a possibilidade de o seu projeto não decolar nas primeiras semanas ou meses, você pode acabar se frustrando bastante.
Por isso é importante cultivar uma mentalidade de longo prazo. Defina seus objetivos de longo prazo e use isso como base pras suas prioridades de curto prazo. Não espere que tudo se resolva da noite pro dia aceite os desafios e aprenda a enxergar cada dificuldade como uma chance de crescer.

Além disso, como foi mencionado antes, é muito útil começar já pensando em crescimento. Escalar um negócio de dropshipping pode significar coisas diferentes pra pessoas diferentes. Pode ser expandir o negócio oferecendo mais produtos e mais categorias com o tempo. Ou pode ser abrir um segundo e um terceiro negócio depois que o primeiro pegar tração de verdade.
Seja qual for o seu objetivo lá na frente, deixar isso bem claro desde já vai te ajudar a passar pelas fases iniciais que muitas vezes são as mais difíceis do seu negócio.
Identifique e se prepare cedo para todos os desafios possíveis
Se preparar com antecedência faz muita diferença. Por isso, é recomendável listar todos os problemas que o seu negócio pode enfrentar e já começar a se organizar pra lidar com eles.
Na maioria dos casos, você consegue até evitar que certos problemas aconteçam, desde que tenha os sistemas certos funcionando.
Também ajuda muito aprender com os problemas que outros dropshippers costumam ter. Dê uma olhada em comunidades e fóruns online de dropshipping (tipo o grupo do Facebook eCommerce Elites Mastermind, criado pelo Steve Tan) e você vai encontrar rapidinho posts sobre vários tipos de perrengue principalmente sobre relacionamento com fornecedores, gestão de estoque, processamento de pedidos, envio, rastreamento, devoluções, chargebacks e segurança.
1. Gestão do relacionamento com fornecedores
Você não consegue tocar um dropshipping de sucesso sem construir relacionamentos sólidos com fornecedores. Dá pra ter uma relação mais formal e puramente “transacional”, claro. Mas colocar um pouco mais de esforço e ser mais gente boa faz uma diferença enorme, principalmente se você pretende escalar o negócio no futuro.
Como construir relacionamento com fornecedores? Aqui vão algumas formas.
Pagamentos em dia
Essa é a melhor forma de ganhar a confiança dos seus fornecedores. Assim como você, o fluxo de caixa do fornecedor é o que mantém o negócio dele rodando, então o justo é pagar certo e no prazo.
E mais: quando você cria essa reputação de pagar em dia, a tendência é o fornecedor ficar mais disposto a continuar trabalhando com você e a te atender melhor.
Respostas rápidas
Muitos problemas comuns com fornecedores acontecem por falta de comunicação. Então, o ideal é responder o mais rápido possível sempre que eles entrarem em contato.
Você também deve puxar assunto quando tiver dúvidas ou precisar esclarecer alguma coisa. E lembre: falta de resposta é um sinal bem ruim então fique atento a fornecedores que demoram demais pra responder.
Comunicação frequente e amigável
Fornecedores confiáveis são mais do que só “quem te passa produto”.
Eles são parceiros importantes, que ajudam você a construir sua marca e a deixar seus clientes satisfeitos.
Por isso, faz sentido manter contato com certa regularidade, em vez de só aparecer quando precisa de produto e sumir no resto do tempo. Uma mensagem rápida também é uma boa chance pra atualizar o fornecedor sobre seu negócio, dar feedback do serviço, comentar alguns planos ou produtos que você está pensando em vender, ou até falar de previsão de demanda.
Vai saber? Às vezes, algumas conversas leves já são o suficiente pra você entender quais fornecedores realmente topam ir além pelo seu negócio.
Acordo de dropshipping
Um acordo de dropshipping bem completo protege tanto o seu negócio quanto o fornecedor.
Nem sempre é obrigatório, principalmente pra quem está começando agora. Mas pra empresas que já têm marca mais estabelecida, uma demanda mais constante, ou que trabalham com vários fornecedores ao mesmo tempo, ter um documento com valor legal é quase sempre uma boa ideia.
Entre outras coisas, um acordo de dropshipping deveria incluir:
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- acordos de nível de serviço (SLA), incluindo padrões de manuseio e envio
- o preço de atacado combinado para os produtos
- política de devoluções e reembolsos
- cláusulas de confidencialidade
- os motivos válidos para rescisão do contrato
Montar um contrato com seus fornecedores também é uma forma de mostrar que você está realmente comprometido e levando a parceria a sério. E, quando eles entendem que você pode tomar medidas legais caso eles não cumpram o combinado, a chance de levarem você e seu negócio mais a sério também aumenta.

Mas e se um fornecedor quebrar o contrato? Bom, sua resposta vai depender de algumas coisas.
Primeiro, pense em como esse fornecedor vinha se comportando desde o começo da parceria até antes da quebra acontecer. Ele era confiável ou já vinha dando problema com frequência? Essa quebra parece ter sido de propósito, ou pode ser que o fornecedor esteja passando por alguma dificuldade pontual?
Em segundo lugar, avalie o tamanho do impacto dessa quebra. Se isso te causou um prejuízo grande, talvez faça sentido tomar medidas legais e pedir uma compensação. Se o resultado não foi tão significativo, pode ser melhor conversar com o fornecedor primeiro e entender por que o problema aconteceu.
Quase nunca é uma boa ideia partir direto pra medidas legais toda vez que o fornecedor não atende suas expectativas. Esse caminho pode sair caro e ser bem estressante.
E vale lembrar: pode existir fornecedor que conversa com outros fornecedores e que até compartilha informações sobre lojistas que são “problema”, exigem demais e que é melhor evitar. Você não vai querer ser a pessoa que os fornecedores fazem questão de evitar, né?
Se você quer parcerias de longo prazo, entenda que toda empresa (incluindo seus fornecedores) passa por problemas de curto prazo de vez em quando. Então, o recomendado é primeiro entender a situação do fornecedor antes de escolher partir pra medidas legais.
2. Gestão de estoque
No contexto do dropshipping, gestão de estoque é basicamente sincronizar os registros de estoque da sua loja com os registros dos seus fornecedores.
Ter um sistema pra monitorar o estoque dos fornecedores é a melhor forma de garantir que você não está vendendo produto indisponível. Também ajuda a evitar falta de estoque: quando você perceber que está acabando, dá pra falar com o fornecedor na hora e confirmar quando ele vai repor.
Se o seu fornecedor costuma ficar com estoque baixo por causa de alta demanda, uma prática interessante é pedir pra ele manter um “estoque de segurança” pra você.
A gestão de estoque pode ser tão simples quanto montar planilhas que você e o fornecedor atualizam quando for necessário. Mas você vai precisar de algo mais avançado se estiver trabalhando com vários fornecedores ou com muitos produtos. O ponto principal é garantir que o sistema simplifique e não complique sua operação.
Alguns canais de venda também podem ajudar na gestão de estoque. Por exemplo, a Shopify tem um recurso de Inventário que permite exportar e importar estoque via arquivo CSV e ocultar itens sem estoque, entre outras coisas.
Você também pode testar diferentes softwares ou sistemas de gestão de estoque e ver qual atende melhor às suas necessidades.
3. Processamento e envio de pedidos (fulfillment)
Como dropshipper, seu processo de fulfillment vai ser mais ou menos assim: você informa o fornecedor sobre o pedido do cliente, espera o fornecedor processar o pedido e te enviar os detalhes, você dá baixa/atualiza o pedido no seu canal de venda e, por fim, avisa o cliente sobre o envio e o código de rastreio.
Parece simples, né?
Só que não é bem assim. Fazer tudo isso manualmente, repetidas vezes — principalmente em épocas de pico — te deixa muito mais sujeito a erro. Você pode acabar digitando errado os dados do cliente ou pedindo o produto errado pra ele.
Claro que tudo bem fazer isso manualmente, especialmente no começo da sua jornada no dropshipping. Mas, quando começar a entrar pedido em volume, vai ser recomendável buscar formas mais eficientes de mandar os detalhes do pedido pro fornecedor e finalizar tudo na sua loja.
4. Envio e rastreamento
Clientes adoram entrega barata e rápida. Quem não gosta, né?
Mas no dropshipping, você (como lojista) não tem tanto controle sobre o valor do frete e sobre o quão completo vai ser o rastreamento. Por isso, é essencial alinhar todos os detalhes de envio e rastreio com o fornecedor antes mesmo de começar a parceria.
Se você quer fretes mais baixos e rastreamento mais fácil, é recomendado trabalhar com fornecedores que usam envio via ePacket.
O que é envio ePacket? Basicamente, é um método de envio internacional rápido e relativamente barato, oferecido por operadores logísticos (terceirizados) da China e de Hong Kong. O prazo do ePacket geralmente não passa de 30 dias, o que é mais uma vantagem pra quem vende pra vários países.
Mas atenção: o ePacket não está disponível para todos os países e também não serve para todo tipo de mercadoria. Confira as regras e políticas do ePacket pra reduzir problemas de envio e rastreamento depois.
5. Devoluções e reembolsos
Devoluções e reembolsos são parte normal do varejo. Você pode se preparar bem criando uma política clara de Troca/Devolução e Reembolso e deixando essa página fácil de achar pros visitantes da sua loja.
Ter essa política também ajuda a ganhar confiança. Inclusive, estatísticas mostram que 67% dos compradores olham a política de devolução de uma loja antes de comprar. Isso indica que uma política bem clara aumenta a segurança do cliente, principalmente quando é a primeira compra com você.
No mínimo, uma política de Troca/Devolução e Reembolso deveria responder:
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- quais produtos podem ser devolvidos e reembolsados
- quantos dias depois de receber o produto o cliente pode solicitar devolução ou reembolso
- quais informações ou provas de produto errado/avariado são necessárias
- quais condições do produto/da embalagem precisam estar intactas na devolução (ex.: embalagem original, etiqueta, etc.)
- quem vai pagar o frete da devolução
Em alguns casos, também é bom oferecer troca/substituição do produto. Alguns vendedores oferecem substituição gratuita e deixam o cliente ficar com o produto que já recebeu, pra recuperar a confiança e aumentar a chance de ainda receber avaliações positivas.
Devoluções e reembolsos podem parecer assustadores no começo, mas a boa notícia é que a maioria dos fornecedores de dropshipping já está acostumada com isso. Você e seus fornecedores podem combinar um fluxo de devolução e reembolso e incluir isso no contrato de dropshipping.
6. Chargebacks (contestação/estorno pelo cartão)
Enquanto um pedido de reembolso envolve você e o cliente, o chargeback envolve principalmente você e o banco do cliente.
O que leva alguns clientes a pedirem chargeback? Normalmente é porque eles acham que o vendedor é fraude ou porque o produto recebido não atendeu às expectativas.
Chargeback acontece quando alguém compra com cartão de crédito e depois entra em contato com a operadora/emissora do cartão pra contestar a compra. Se o banco aceitar a contestação e iniciar o chargeback, você paga o valor total do pedido de volta e ainda pode ser cobrado uma taxa de chargeback.
Chargebacks são caros, por isso vale planejar como evitar e como lidar com isso antes. Abaixo vão algumas dicas pra evitar e gerenciar chargebacks.
Escreva uma política clara de devolução e reembolso
Sim, essa política ajuda a reduzir chargebacks. Como? Abrir disputa pra pedir chargeback costuma ser trabalhoso, então oferecer opções mais fáceis pro cliente “fazer valer o dinheiro” — como devolução gratuita, reembolso sem dor de cabeça ou substituição do produto — pode desestimular ele a seguir pelo caminho do chargeback.
Devolução, reembolso e substituição geralmente saem mais baratos do que um chargeback, então vale a pena oferecer isso pra clientes insatisfeitos.
Mantenha canais de comunicação abertos
Sua loja tem uma página de contato? Ou pelo menos oferece uma ou duas formas do cliente falar com você?
Garanta canais de comunicação abertos, pra pessoa conseguir te procurar facilmente em vez de ir direto ao banco ou desabafar nas avaliações da loja. Se você tiver estrutura, também pode investir em ferramentas de marketing conversacional, como chatbots ou chat ao vivo.
Na maioria das vezes, você e o cliente conseguem chegar num acordo bom pros dois se você der espaço pra ele explicar o problema e entender as opções que sua loja pode oferecer. Então facilite o contato e deixe bem claro que você está aberto a ouvir.
Publique descrições de produto fiéis à realidade
Pode dar vontade de “dar uma exagerada” na descrição do produto pra vender mais. Mas, se você aumenta a expectativa do cliente e depois entrega menos do que prometeu, na prática você está sabotando o seu próprio negócio.
Clientes frustrados ou insatisfeitos tendem a deixar avaliações ruins e gerar vários chargebacks caros — coisas que você evita quando segue boas práticas e ética nos negócios.
Informe prazos de entrega realistas
Alguns clientes abrem disputa cedo demais quando o pedido demora pra chegar. Por isso, é melhor informar prazos realistas e evitar prometer entrega rápida quando você sabe que isso não é garantido.
Se você está preocupado que o prazo de entrega longo possa afastar clientes em potencial, você pode criar ofertas mais atrativas pra “compensar” a espera, como frete grátis e brindes.
7. Questões de segurança e fraude
Problemas de segurança e fraude podem ameaçar várias áreas de um negócio de dropshipping. Essas ameaças podem vir de fornecedores falsos, sites sem segurança, hackers e até compradores mal-intencionados.
Abaixo estão alguns dos problemas de segurança e fraude mais comuns que você precisa ficar de olho.
Fornecedores falsos
A facilidade de encontrar produtos online também tem seus lados ruins, principalmente se você não ficar atento de propósito aos sinais de golpe.
Pra quem está começando no dropshipping, é recomendável ficar em marketplaces conhecidos, como AliExpress e Alibaba, pra evitar fraudes. Esses sites costumam exigir que os vendedores enviem uma cópia do alvará/licença da empresa ou alguma outra prova de legitimidade, então é menos provável você topar com golpistas por lá.
Se você estiver considerando fornecedores que têm o próprio site/domínio, fique atento a sinais comuns de sites falsos, como falta de certificado SSL, ausência de endereço de escritório/estoque e de e-mail corporativo, páginas mal organizadas e políticas ou páginas de Termos e Condições mal escritas.
Invasão/hack de loja online
Segundo a Inc., pequenas empresas são alvos atrativos pra hackers porque, em geral, têm segurança online fraca e tecnologia de criptografia ruim.
Pra proteger seu site de eCommerce, aqui vão algumas dicas que você pode aplicar mesmo sem ter muita experiência com segurança:
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- Fique em uma plataforma de eCommerce confiável, como Shopify e BigCommerce
- Compre e mantenha um certificado SSL
- Proteja e troque a senha da sua loja com frequência
- Mantenha seus apps e softwares de eCommerce sempre atualizados
Também ajuda tomar cuidado com as informações que você pede aos clientes. Por exemplo: se não é necessário pedir data de nascimento, então não peça. Quanto mais informação você guarda no seu site, maior o risco caso ele seja invadido.
Fraude com cartão de crédito
Esse tipo de fraude acontece quando alguém compra na sua loja e usa dados de cartão roubado pra pagar. Pode até parecer que isso não te afeta como dono da loja, mas quando o verdadeiro titular percebe e denuncia a compra não autorizada, você vai ter que devolver o valor mesmo que o pedido tenha sido entregue com sucesso.
Alguns sinais comuns de fraude com cartão incluem:
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- Diferença entre o endereço de cobrança e o IP do comprador
- Vários pedidos seguidos (ou quase ao mesmo tempo) vindos do mesmo IP
- Pedidos vindos de um lugar de onde você normalmente não recebe pedidos e nem anuncia
- Compra em grande quantidade de produtos muito parecidos
Conforme a tecnologia vai ficando cada vez mais sofisticada, é seguro dizer que fraudes online também tendem a ficar mais comuns nos próximos anos.
Por isso, faça o possível pra se manter atualizado sobre segurança e fraude no eCommerce e sobre as estratégias que você pode usar pra proteger sua loja.
Invista no que você consegue controlar
Você já entende como o dropshipping funciona e qual vai ser o seu papel como lojista. Agora você também já sabe quais processos você não vai controlar, além dos riscos e ameaças externas que sua loja pode enfrentar no futuro.
Pensando nisso tudo, o que mais vai te ajudar a construir um dropshipping de sucesso é fazer o máximo possível com os elementos do negócio que estão, de fato, no seu controle.
Entre outras coisas, você pode começar criando planos ou padrões para estes pontos que você controla:
- Triagem/seleção de fornecedores
- Busca e teste de produtos
- Marketing
- Cross-sell e upsell (vender junto e oferecer upgrade)
- Suporte ao cliente
Ofereça um suporte ao cliente excelente
Não importa o quão bons sejam seus produtos: sem um atendimento realmente acima da média, você ainda vai ter dificuldade pra conquistar clientes fiéis e construir um dropshipping de sucesso.
Por isso, é essencial definir algumas regras ou padrões principalmente conforme o negócio cresce e você vai ganhando mais e mais clientes que precisam ter uma experiência de compra positiva.
Segundo estatísticas recentes, 73% dos clientes tendem a gostar (ou apoiar) uma marca quando são atendidos por representantes simpáticos e prestativos. Então aproveite o atendimento como um diferencial e busque sempre melhorar sua nota/avaliação de suporte.
Quando sua loja começar a exigir muito tempo e esforço com atendimento, você pode terceirizar essa parte mas mantendo os padrões, além do tom e da personalidade da marca que você já vem usando.
Use análises (analytics) pra guiar melhorias
Você pode gerar relatórios e análises da sua loja e das suas campanhas pelos canais de vendas e marketing que você usa. Esses dados mostram como sua loja (ou seus anúncios) estão performando. Além disso, eles também podem dar insights do que você pode melhorar, cortar ou adicionar nas estratégias que você está usando agora.
No começo, encarar um monte de dados pode dar um pouco de medo, mas com o tempo você vai se acostumar a analisar e entender essas informações conforme acompanha o seu negócio.
Abrace a melhoria contínua
O mundo do eCommerce continua mudando, e nem todas as “melhores práticas” de dropshipping de hoje vão continuar sendo as melhores daqui a alguns meses ou anos.
Como se adaptar? O segredo é melhoria contínua.
Não pare de aprender, mesmo depois de anos no mercado. E, principalmente, evite cair na armadilha de só confiar na sua experiência e ignorar tendências. Lembre que novas tecnologias e sistemas estão o tempo todo mudando o jogo no eCommerce.
Também é muito valioso trabalhar com mentores ou entrar em comunidades onde você e outros dropshippers podem trocar ideias sobre acertos, problemas e melhores práticas.
Sucesso quase nunca é um objetivo fácil de alcançar. Mas dá pra curtir o processo enquanto você constrói o seu negócio, identifica e resolve problemas e continua melhorando os pontos em que dá pra otimizar.